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Brasília Moraes manda PGR se manifestar em inquérito da PF sobre Bolsonaro

Moraes manda PGR se manifestar em inquérito da PF sobre Bolsonaro

Presidente é acusado de violação de sigilo funcional por divulgar documentos sigilosos

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Ministro Alexandre de Moraes durante sessão da 1ª turma do STF.

Ministro Alexandre de Moraes durante sessão da 1ª turma do STF.

Nelson Jr./SCO/STF (03/03/2020)

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu prazo de 15 dias para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o relatório final de um inquérito da Polícia Federal que afirma que o presidente Jair Bolsonaro cometeu crime de violação de sigilo funcional. De acordo com a corporação, o chefe do Executivo publicou nas redes sociais documentos sigilosos de uma investigação contra ataque de hacker ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Moraes determinou ainda que a PGR se manifeste sobre uma petição apresentada no processo que acusa Bolsonaro de crime por ter faltado ao depoimento marcado para a última sexta-feira (29), na Superintendência da PF, em Brasília. O presidente deveria ser ouvido por determinação do magistrado.

A ação afirma que o presidente descumpriu ordem judicial ao faltar à oitiva. O relatório final da polícia indiciou o ajudante de ordem da Presidência, tenente-coronel do Exército Mauro César, por colaborar com a divulgação dos documentos sigilosos, e o deputado Filipe Barros, que também postou as informações nas redes sociais dele.

O inquérito divulgado por Bolsonaro investiga acesso indevido ao sistema da urna eletrônico em uma eleição realizada em um município do Rio de Janeiro. De acordo com o TSE, o pleito não foi comprometido.

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