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Moraes nega pedido e mantém prisão de ‘kid preto’ que supostamente mataria Lula e autoridades

Os ‘kids pretos’ são militares do Exército Brasileiro treinados em Operações Especiais, conhecidos por usar gorros pretos durante missões

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Moraes nega pedido e mantém prisão de ‘kid preto’ que supostamente mataria Lula e autoridades Gustavo Moreno/SCO/STF - 18.10.2023

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou manteve a prisão de Rafael Martins de Oliveira, um dos “kid pretos” envolvidos na suposta tentativa de matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio Moraes. Eles e outros respondem a um processo sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

“(...) Diante do exposto, indefiro o requerimento e mantenho a prisão preventiva de Rafael Martins de Oliveira. Intimem-se os advogados regularmente constituídos, inclusive por meios eletrônicos”, disse Moraes.

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Major das Forças Especiais, Rafael Martins é acusado de negociar com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, o financiamento de R$ 100 mil para levar manifestantes a Brasília, como parte de um suposto plano golpista.

Em mensagens de novembro de 2022, ele teria discutido custos de logística com Cid, incluindo hospedagem e alimentação para grupos vindos do Rio de Janeiro. Rafael foi preso pela Polícia Federal em fevereiro de 2024 durante investigações sobre sua participação na organização de movimentos antidemocráticos.

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Os “kids pretos” são militares do Exército Brasileiro treinados em Operações Especiais, conhecidos por usar gorros pretos durante missões. Formados em instituições como o Centro de Instrução de Operações Especiais, em Niterói (RJ), e o Comando de Operações Especiais, em Goiânia (GO), esses profissionais são especializados em guerra não convencional, contraterrorismo e ações em ambientes de alta complexidade. A atuação do grupo é sigilosa, exigindo aprovação direta do Comando do Exército.

Investigação sobre suposto golpe

Em novembro, a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições presidenciais de 2022. Entre elas, estão os ex-ministros Augusto Heleno e Walter Braga Netto, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Em dezembro, a corporação indiciou mais três pessoas no mesmo caso. Rafael Martins está na lista de indiciados.

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Segundo a PF, à época dos fatos, o militar era major de Infantaria do Exército e servia no Comando de Operações Especiais. Ele é apontado como integrante do núcleo operacional do plano de assassinato de autoridades.

Neste momento, o relatório da Polícia Federal sobre o suposto plano de golpe está na PGR (Procuradoria-Geral da República). O documento será analisado pelo Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, instituição ligada ao gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O indiciamento é um ato formal realizado pela autoridade policial durante a investigação de um crime. Ele ocorre quando, com base nas provas coletadas, os investigadores identificam uma pessoa como suspeita principal da prática de um delito e formaliza essa suspeita no inquérito.

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