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Moraes proíbe acampamentos e manifestações nas proximidades da Papuda

Ministro acata pedido da Procuradoria Geral da República, que apontou risco à ordem pública e à segurança do sistema prisional

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF determinou a remoção de acampamentos e proibição de manifestações próximas ao Complexo Penitenciário da Papuda.
  • A decisão do ministro Alexandre de Moraes atende a um pedido da Procuradoria Geral da República, devido a riscos à ordem pública e segurança do sistema prisional.
  • Manifestações organizadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro foram identificadas, visando pressionar o Judiciário.
  • A Polícia Militar do DF foi acionada para cumprir a decisão, e o cumprimento da ordem poderá resultar em prisões por resistência ou desobediência.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alexandre de Moraes ressalta que o direito de reunião e de livre manifestação não é absoluto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil - Arquivo

O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou, nesta sexta-feira (23), a remoção imediata de acampamentos e a proibição de manifestações nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão é do ministro Alexandre de Moraes e atende a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que apontou risco à ordem pública e à segurança do sistema prisional.

A medida foi adotada após a instalação de barracas e atos públicos em frente à penitenciária, organizados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime fechado no Núcleo de Custódia da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”. Segundo a PGR, o grupo divulgou imagens e vídeos do acampamento nas redes sociais e anunciava novas mobilizações para pressionar o Judiciário.


Na decisão, Moraes afirma que o direito de reunião e de livre manifestação não é absoluto e encontra limites quando utilizado de forma abusiva ou com potencial de comprometer a ordem pública, a segurança e o funcionamento das instituições democráticas. O ministro cita precedentes nacionais e internacionais para sustentar que manifestações não podem resultar em intimidação do Poder Judiciário ou em risco à coletividade.

“A Democracia brasileira foi gravemente atacada por uma organização criminosa armada que, a partir do primeiro semestre de 2021, iniciou diversos atos executórios contra o Estado Democrático de Direito e, finalmente, tentou o Golpe de Estado em 8/1/2023, conforme entendimento desse SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL em decisão transitada em julgado”, diz trecho da decisão.


Prisão em flagrante

O STF também autorizou a prisão em flagrante por resistência ou desobediência de pessoas que insistirem em permanecer no local após ordem de retirada. A Polícia Militar do Distrito Federal foi acionada para cumprir a decisão, com reforço do policiamento e vigilância permanente no entorno da penitenciária.

Segundo a decisão, a presença de manifestantes em área sensível próxima a uma penitenciária federal de segurança máxima e rota de escoltas representa um risco concreto à tranquilidade social e à execução penal. Moraes destacou que situações semelhantes, no passado recente, contribuíram para episódios de escalada de violência institucional, como os atos de 8 de janeiro de 2023.


Ministro diz que o 8 de Janeiro representou um atentado ao Estado Democrático de Direito Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

O ministro também lembrou que o STF já responsabilizou 1.399 pessoas envolvidas nos atos golpistas de 8 de janeiro, incluindo integrantes dos núcleos centrais da organização criminosa. Para a Corte, permitir novos acampamentos com o mesmo perfil representaria a repetição de erros que colocaram em risco o Estado Democrático de Direito.

Ao final, Moraes determinou a notificação imediata das secretarias de Segurança Pública e de Administração Penitenciária do Distrito Federal, além da Polícia Federal, para garantir o cumprimento da ordem. O ministro decidiu retirar o sigilo do processo, autorizando a divulgação integral da decisão.


Caminhada de Nikolas Ferreira

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) está há cinco dias em uma caminhada que saiu de Minas Gerais com destino a Brasília. Ao longo do trajeto, centenas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se juntaram ao parlamentar. Segundo Nikolas, o ato tem como bandeiras a “justiça e a liberdade” e é em apoio aos presos pelos atos de 8 de janeiro, além do próprio ex-presidente.

Outros parlamentares também participam da mobilização, que deve chegar à capital federal no dia 25 de janeiro. Nas redes sociais, Nikolas Ferreira informou que a chegada e a realização de um ato estão previstas para ocorrer na Praça do Cruzeiro, em Brasília.

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