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Moraes quer manter no STF ação penal contra Roberto Jefferson

Na decisão, o ministro diz que o processo tem relação com os inquéritos sobre os atos de 8 de janeiro de 2023

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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Moraes quer manter no STF ação contra Jefferson
Moraes quer manter no STF ação contra Jefferson Valter Campanato/Agência Brasil — Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ao plenário um pedido para a Corte decidir se investigações e uma ação penal contra o ex-deputado Roberto Jefferson ficam na Corte ou são enviadas à primeira instância da Justiça Federal. No documento, Moraes diz que observou que as investigações decorrentes possuem "estreita relação" com as dos inquéritos sobre os atos do 8 de Janeiro. A defesa do ex-parlamentar já pediu várias vezes para que o caso ser enviado para a primeira instância.

O próprio Supremo já reconheceu — em junho, na mesma ação — que não é a instância adequada para julgar o caso. No entanto, de acordo com Moraes, depois desse julgamento, a Corte recebeu a informação de que os fatos atribuídos ao ex-parlamentar são conexos com aqueles investigados no inquérito sobre os atos extremistas.

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"As investigações decorrentes possuem estreita relação com as dos inquéritos, não me restando dúvidas da vinculação direta, decorrente de incitação, com os atos criminosos que resultaram na invasão e depredação dos prédios ocorridos em 8/1/2023, restando evidenciada a conexão entre as condutas atribuídas a Roberto Jefferson na presente denúncia e aquelas investigadas no âmbito mais abrangente dos referidos procedimentos", disse Moraes.

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Jefferson está preso desde outubro de 2022, quando jogou granadas e atirou em agentes da Polícia Federal que tentavam cumprir uma ordem de prisão contra ele. O ex-deputado já estava em prisão domiciliar por ameaças ao STF e ataques pelas redes sociais à Corte e aos ministros.

Mesmo proibido de usar a internet, de manter contato com outros investigados e de sair de casa, Jefferson proferiu ataques à ministra Cármen Lúcia, em razão de ela ter votado em uma ação da Corte que vetou, temporariamente, o lançamento de um documentário sobre o atentado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha de 2018.

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