Na Colômbia, Lula critica Conselho de Segurança da ONU e cobra ação diante de guerras
Presidente afirmou que órgão falha em garantir a paz e questiona atuação de potências em conflitos internacionais
Brasília|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste sábado (21) o Conselho de Segurança da ONU durante o 1º Fórum Celac-África, em Bogotá, na Colômbia, ao questionar a condução de guerras e a resposta da comunidade internacional a conflitos recentes.
Segundo Lula, o cenário global atual evidencia uma “falta total e absoluta de funcionamento” da Organização das Nações Unidas, especialmente diante de guerras como as da Ucrânia, Gaza e Irã.
Para o presidente, o órgão responsável por garantir a paz internacional tem falhado em seu papel. “O Conselho de Segurança e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz e são eles que estão fazendo a guerra”, afirmou.
Durante a fala, Lula questionou a atuação das potências globais e criticou a lógica desigual nas relações internacionais. “Quem tem mais navio, canhão, avião e dinheiro se acha dono do mundo?”, disse, ao defender uma “relação civilizada entre as nações”, baseada no diálogo.
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O presidente também voltou a cobrar mudanças na estrutura da ONU, especialmente na composição do Conselho de Segurança, que hoje concentra poder em cinco membros permanentes com direito de veto. Ele questionou a ausência de países da América Latina e da África no grupo e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária para rediscutir o papel do órgão.
A crítica à estrutura atual da ONU é recorrente nos discursos de Lula. Em outras ocasiões, ele já afirmou que o Conselho de Segurança sofre com “paralisia” e não reflete a realidade geopolítica atual, além de ter atuação ineficaz diante de conflitos internacionais.
O presidente também costuma apontar a falta de representatividade de regiões como América Latina e África como um resquício de uma ordem global herdada do pós-guerra .
No discurso deste sábado, Lula ainda citou episódios históricos para criticar intervenções militares, como a Guerra do Iraque, e questionou a legitimidade de ações unilaterais por parte de países mais poderosos. Ele também condenou sanções e pressões internacionais contra países como Cuba e Venezuela.
“O que estão fazendo com Cuba agora, o que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático? Em que artigo da ONU está escrito que o presidente de um país pode invadir o outro? Não existe nada que permita que isso aconteça”
Ao final, o presidente defendeu a retomada do multilateralismo e afirmou que o desenvolvimento global depende da paz. “O que constrói uma guerra, a não ser mortos e destruição?”, questionou.
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