OAB diz que acompanha crise no Supremo com ‘atenção’ e ‘preocupação’
André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que detalha supostas mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes
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A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou uma nota pública nesta terça-feira (1º) em que diz que acompanha com atenção e extrema preocupação as notícias sobre a crise que atinge o STF (Supremo Tribunal Federal) e outras instituições da República.
“A OAB defende a apuração rigorosa e isenta de todos os fatos, em relação a quem quer que seja, asseguradas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência. Esses princípios garantem a legitimidade da apuração”, disse a entidade.
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Mais cedo, o ministro do STF André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que detalha supostas mensagens trocadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes.
A OAB afirmou que se preocupa com os impactos dessa crise para o Brasil, sobretudo por envolver instituições essenciais à democracia e por ocorrer durante o período eleitoral.
Segundo a investigação, Vorcaro teria buscado a ajuda de Moraes para obter informações e tentar conter ou retardar medidas relacionadas às apurações envolvendo o Banco Master. O R7 tenta contato com Moraes. O espaço segue aberto para manifestação.
A Polícia Federal identificou uma dinâmica utilizada por Vorcaro para enviar mensagens a Moraes. O método consistia em redigir os textos em um aplicativo de notas do celular, fazer uma captura de tela e, segundos depois, encaminhar a imagem ao contato identificado no aparelho como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
Entre os conteúdos recuperados pela PF estão mensagens nas quais Vorcaro demonstra preocupação com apurações envolvendo o Banco Master conduzidas pelo Banco Central, pela própria Polícia Federal e pelo Ministério Público.
Em uma das notas, datada de 30 de outubro de 2025, o ex-banqueiro afirma que “G e os diretores estão na pressão máxima”. Na sequência, pede que haja uma intervenção junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
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