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PEC da Segurança Pública: texto deve ser analisado pelo plenário do Senado nesta quinta-feira

Davi Alcolumbre (União-AP) votou calendário especial e incluiu item na pauta após aprovação na CCJ

Brasília|Amanda Garcia e Yumi Kuwano, do R7, de Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A PEC da Segurança Pública está na pauta do Senado para votação após aprovação na CCJ.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, votou um calendário especial para acelerar a análise da proposta.
  • A proposta inclui mudanças como cumprimento de pena em estabelecimentos de segurança máxima e restrições à progressão de regime.
  • Uma emenda para reduzir a maioridade penal foi proposta, gerando divergências e discussões para acordos no Senado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PEC foi aprovada pela CCJ nessa quarta-feira Jonas Pereira/Agência Senado - 14.10.2026

A PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública está na pauta da sessão desta quinta-feira (15) do plenário do Senado Federal.

A matéria foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nessa quarta (14). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tinha a intenção de votar o tema no plenário no mesmo dia. No entanto, a sessão se estendeu até as 22h para a análise do fim da escala 6x1.

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O senador Eduardo Braga (MDB-AM) ficou responsável pela articulação do governo, que foi intensificada após o avanço na CCJ.

A PEC é uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, que vem afirmando que pretende criar um Ministério da Segurança Pública, separado do Ministério da Justiça, depois da aprovação da proposta pelo Congresso.

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Entre as principais mudanças previstas no texto estão o cumprimento de pena em estabelecimentos penais de segurança máxima ou de natureza especial, além de restrições à progressão de regime, à liberdade provisória, com ou sem fiança, e à saída temporária da prisão, conhecida como “saidinha”.

A PEC também prevê a inclusão do Susp (Sistema Único de Segurança Pública) na Constituição para integrar a atuação das forças de segurança em todo o país.

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Tramitação

O texto-base da PEC da Segurança foi aprovado na CCJ na manhã de quarta-feira em menos de quatro minutos. A proposta já havia sido votada e aprovada pela comissão em setembro, mas três destaques - pedidos para votar separadamente emendas à proposta - ficaram pendentes.

Nessa quarta, esses pedidos ficaram prejudicados porque os responsáveis não estavam presentes no momento da análise. Com isso, as alterações não foram votadas.

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A CCJ também aprovou, em votação simbólica, correções apresentadas pelo relator, Rogério Carvalho (PT-SE). Uma delas deixou expressamente preservadas as atribuições das polícias legislativas da Câmara e do Senado no trecho que trata das competências da Polícia Federal. Os ajustes apenas de redação não alteram o sentido da proposta.

A aprovação na Câmara ocorreu em março deste ano, com um placar de 461 votos a 14.

Maioridade penal

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), apresentou nessa quarta-feira uma emenda à PEC para reduzir a maioridade penal que tem gerado divergências.

O objetivo é diminuir de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes graves, como crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organização ou associação criminosa.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, foi até o Senado para tentar construir um acordo que viabilize a votação.

“Eles estão querendo introduzir outros pontos na PEC para dificultar a aprovação e a votação, mas isso depende muito do presidente do Senado. Nós estamos conversando com os senadores”, disse.

Ele lembrou que houve uma negociação na Câmara, na época da tramitação, para retirar o trecho que reduzia a maioridade penal e analisar em outra matéria.

“Quando votamos a PEC da Segurança, foi feito um acordo com o relator, [deputado] Mendonça Filho, que não é do PT. Ele aceitou, e tem uma PEC tramitando lá para a redução. Vamos ver se ela avança. Se avançar na Câmara e vier para o Senado, aí a gente vota. Portanto, não é matéria para a PEC da Segurança”, afirmou o ministro.

Nos bastidores, parlamentares governistas e integrantes da campanha de Lula à reeleição avaliam formas de esvaziar a pauta bolsonarista.

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