PF diz que seguiu ‘rigorosos padrões de segurança’ em relação a mensagens de Vorcaro
Instituição afirma que não inclui informações sobre a vida privada de investigados e pede apuração sobre divulgação de dados sigilosos
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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A PF (Polícia Federal) divulgou uma nota à imprensa nesta sexta-feira (6) após a repercussão do vazamento de conversas e dados do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, depois que o material foi entregue à CPMI do INSS.
No comunicado, a corporação afirma que atua em todas as investigações seguindo rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações, além da preservação e garantia dos direitos fundamentais, incluindo o respeito à privacidade e à intimidade.
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“Nenhum relatório, informação de polícia judiciária ou representação apresentada pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, conteve dados que não fossem relevantes para a instrução das investigações. Não foram incluídas, portanto, informações relacionadas à intimidade ou à vida privada dos investigados”, afirmou a instituição.
Mais cedo, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça mandou que a PF investigasse o vazamento de conversas e dados de Vorcaro. Mendonça atendeu ao pedido da defesa do banqueiro.
“A quebra do sigilo de dados relativos à pessoa investigada não autoriza o seu desvelamento. Bem ao contrário, enseja, pela autoridade que recebeu a informação de acesso restrito, a responsabilidade pela manutenção do sigilo. Isso porque, a toda evidência, a eventual quebra de sigilo não torna públicas as informações acessadas”, disse o ministro ao determinar a abertura do inquérito.
PF nega edição de conteúdos
A PF também ressaltou que não é responsável por editar ou selecionar conteúdos obtidos durante as investigações.
“Não compete à Polícia Federal editar conversas, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos, sob pena, inclusive, de violação ao direito ao contraditório e à ampla defesa, constitucionalmente assegurados”, diz outro trecho da nota.
Ainda segundo a corporação, os materiais apreendidos na operação estão sob custódia da Polícia Federal desde novembro de 2025 e foram enviados à PGR (Procuradoria-Geral da República) em janeiro de 2026.
“Posteriormente, por decisão do então ministro relator do processo, a defesa dos investigados passou a ter acesso à integralidade dessas informações. Da mesma forma, a CPMI do INSS recebeu dados referentes ao objeto da comissão por determinação do atual relator do processo”, informou a PF.
Por fim, a instituição afirmou que, por orientação do diretor-geral, a equipe responsável pelas investigações encaminhou ao ministro relator uma representação solicitando a abertura de apuração sobre a divulgação indevida de informações sigilosas.
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