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PF diz que seguiu ‘rigorosos padrões de segurança’ em relação a mensagens de Vorcaro

Instituição afirma que não inclui informações sobre a vida privada de investigados e pede apuração sobre divulgação de dados sigilosos

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal se pronuncia sobre o vazamento de conversas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
  • A PF afirma que segue rigorosos padrões de segurança e respeito à privacidade nas investigações.
  • Os materiais apreendidos estão sob custódia da PF desde novembro de 2025 e foram enviados à PGR em janeiro de 2026.
  • Uma representação foi encaminhada para apurar a divulgação indevida de informações sigilosas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PF pede apuração sobre vazamento de dados ligados ao dono do Banco Master Folha Vitória

A PF (Polícia Federal) divulgou uma nota à imprensa nesta sexta-feira (6) após a repercussão do vazamento de conversas e dados do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, depois que o material foi entregue à CPMI do INSS.

No comunicado, a corporação afirma que atua em todas as investigações seguindo rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações, além da preservação e garantia dos direitos fundamentais, incluindo o respeito à privacidade e à intimidade.


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“Nenhum relatório, informação de polícia judiciária ou representação apresentada pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Compliance Zero, conteve dados que não fossem relevantes para a instrução das investigações. Não foram incluídas, portanto, informações relacionadas à intimidade ou à vida privada dos investigados”, afirmou a instituição.

Mais cedo, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça mandou que a PF investigasse o vazamento de conversas e dados de Vorcaro. Mendonça atendeu ao pedido da defesa do banqueiro.


“A quebra do sigilo de dados relativos à pessoa investigada não autoriza o seu desvelamento. Bem ao contrário, enseja, pela autoridade que recebeu a informação de acesso restrito, a responsabilidade pela manutenção do sigilo. Isso porque, a toda evidência, a eventual quebra de sigilo não torna públicas as informações acessadas”, disse o ministro ao determinar a abertura do inquérito.

PF nega edição de conteúdos

A PF também ressaltou que não é responsável por editar ou selecionar conteúdos obtidos durante as investigações.


“Não compete à Polícia Federal editar conversas, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos, sob pena, inclusive, de violação ao direito ao contraditório e à ampla defesa, constitucionalmente assegurados”, diz outro trecho da nota.

Ainda segundo a corporação, os materiais apreendidos na operação estão sob custódia da Polícia Federal desde novembro de 2025 e foram enviados à PGR (Procuradoria-Geral da República) em janeiro de 2026.


“Posteriormente, por decisão do então ministro relator do processo, a defesa dos investigados passou a ter acesso à integralidade dessas informações. Da mesma forma, a CPMI do INSS recebeu dados referentes ao objeto da comissão por determinação do atual relator do processo”, informou a PF.

Por fim, a instituição afirmou que, por orientação do diretor-geral, a equipe responsável pelas investigações encaminhou ao ministro relator uma representação solicitando a abertura de apuração sobre a divulgação indevida de informações sigilosas.

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