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PF vai exumar indigenista para saber se ele foi assassinado pelo grupo que matou Dom e Bruno

Polícia Federal quer analisar calibre da munição que matou Maxciel Pereira dos Santos, indigenista da Funai morto em 2019

Brasília|Natália Martins, da Record TV

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Buscar no Vale do Javari pelos corpos de Bruno e Dom
Buscar no Vale do Javari pelos corpos de Bruno e Dom

A Polícia Federal vai exumar o corpo de Maxciel Pereira dos Santos, da Fundação Nacional do Índio (Funai), morto em 2019 em Tabatinga (AM), para tentar descobrir se ele foi morto pelo mesmo grupo que assassinou o jornalista britânico Dom Phillips e indigenista Bruno Pereira. A perícia vai começar pelo calibre das balas com as quais Maxciel foi atingido.

Os restos mortais do indigenista serão trazidos à Brasília nesta terça-feira (4) e vão passar por nova perícia. Os especialistas podem analisar não só o modelo da arma, mas identificar se a munição tem os mesmos traços específicos de armamentos já apreendidos ou de crimes já identificados.

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A decisão veio após investigações apontarem que denúncias de Maxciel contra a pesca ilegal na região podem ter sido a motivação do crime. Segundo informações obtidas pela Record TV, três meses antes de ser assassinado, Maxciel participou de uma apreensão volumosa de pescado irregular.

Na operação, o indigenista recolheu de cerca de 350 kg e 40 mil ovos de tracajá, uma espécie de tartaruga, além de 600 kg de carne de Pirarucu, espécies de pesca ilegal fora de áreas específicas de manejo.

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As apreensões ocorreram em área indígena, onde a pesca é proibida, na região do Vale do Javari, no Amazonas. É a mesma localidade em que o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira foram mortos em junho deste ano.

Às vésperas de completar quatro meses do crime, seis pessoas foram presas pelos assassinatos e ocultação dos corpos de Dom e Bruno. São eles: Amarildo Costa de Oliveira, conhecido como Pelado; Jefferson da Silva Lima, conhecido como Pelado da Dinha; os irmãos de Amarildo, Oseney, Eliclei e Otávio da Costa Oliveira; e o filho de Amarildo, Amarílio de Freitas Oliveira.

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Outros três também foram presos por associação criminosa para a pesca ilegal. Um deles é o colombiano Rubens Villar. Segundo as investigações da polícia, Colômbia, como é conhecido, seria o chefe do esquema da pesca ilegal na região. Ele oferecia toda a estrutura para a atividade e armamento para os pescadores.

O homicídio de Maxciel aconteceu em setembro de 2019 e continua sem solução.

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Na época do crime, o servidor da Funai foi enterrado após uma perícia superficial feita por um perito ad hoc, que é alguém isento indicado pela autoridade policial para o exame, porque na região não havia um perito oficial.

A expectativa agora é que os resultados da perícia balística tragam uma solução para esse crime e apontem se a associação criminosa de Colômbia e os pescadores do Vale do Javari podem ter sido responsáveis pelas mortes de outras pessoas que ofereram risco ao esquema de pesca ilegal.

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