PGR diz que oficiais da PMDF presos apagaram mensagens de celular após conversas
A manifestação embasou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

A Procuradoria-Geral da República afirmou ao Supremo Tribunal Federal que há indícios de que oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal apagaram mensagens e podem ter se comunicado por outras formas ainda não identificadas pela própria PGR ou pela Polícia Federal. A Polícia Federal realizou na manhã desta sexta-feira (18) uma operação contra integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal por suspeita de omissão nos atos extremistas de 8 de janeiro.
A manifestação embasou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou à Polícia Federal a realização de operação contra integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal por suspeita de omissão nos atos extremistas de 8 de janeiro.
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"As mensagens coletadas no período indicam alinhamento ideológico entre os imputados e os insurgentes. Embora parte das comunicações entre os denunciados tenha sido apagada nos dias anteriores e imediatamente subsequentes a 08 de janeiro de 2023, o contexto posto evidencia que todos os denunciados se omitiram dolosamente, aderindo aos propósitos golpistas da horda antidemocrática que atentou contra os três Poderes da República e contra o Regime Democrático", afirmou a PGR.
Em nota, a PGR informou que a cúpula da PMDF conhecia previamente os riscos dos atos de 8 de janeiro e aderiu "de forma dolosa, omitindo-se de cumprir o dever funcional de agir". O órgão citou ainda uma "profunda contaminação ideológica" de parte dos oficiais da PM, “que se mostrou adepta de teorias conspiratórias sobre fraudes eleitorais e de teorias golpistas”.
Operação Incúria
A Operação Incúria apura a suposta omissão de integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal nos atos extremistas de 8 de janeiro. Foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Os alvos são:
• coronel Klepter Rosa Gonçalves;
• coronel Fábio Augusto Vieira;
• coronel Jorge Eduardo Naime;
• coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues;
• major Flávio Silvestre de Alencar;
• coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra; e
• tenente Rafael Pereira Martins.















