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PL Antifacção será votado na CCJ do Senado e pode ir ao plenário nesta quarta

Alvo de divergências e atritos na Câmara, se aprovado sem alterações, segue para sanção presidencial

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • PL Antifacção será votado na CCJ do Senado e pode ir ao plenário nesta quarta-feira.
  • O texto, elaborado pelo Ministério da Justiça, enfrentou tensões entre governo e legislativo.
  • Senador Alessandro Vieira propõe a criação de um novo fundo para financiar o combate ao crime organizado.
  • O projeto prevê penas severas para integrantes de facções criminosas e proíbe benefícios como anistia e liberdade condicional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Texto original foi elaborado pelo governo e é relatado pelo senador Alessandro Vieira Waldemir Barreto/Agência Senado - 02.12.2025

O projeto de lei que ficou conhecido como PL Antifacção será votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nesta quarta-feira (3) e a expectativa é que siga no mesmo dia para o plenário do Senado.

O texto foi motivo de tensão entre governo e legislativo no mês passado. Elaborado pelo Ministério da Justiça, o PL foi relatado pelo ex-secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP), que apresentou seis versões, alvos de críticas, antes da aprovação.


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Agora, sob relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o Ministério da Justiça enviou um documento com 58 sugestões ao relator. A pasta apresenta recomendações e comparações entre o texto original e o de Guilherme Derrite (PP-SP).

Nesta terça-feira (2), Vieira afirmou que trabalha para incluir a previsão de um novo fundo para financiar o combate ao crime organizado. A ideia é usar recursos da taxação das casas de apostas, as chamadas bets.


“A gente está encaminhando uma proposta de um novo fundo, alimentado com uma Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico] criada sobre as bets, destinado de forma taxativa ao combate ao crime organizado, com gestão e recursos compartilhados entre estados e União. A gente vai fechar esse desenho ao longo do dia de hoje”, afirmou.

O relator ainda disse, em audiência pública realizada nessa terça, que vai excluir “inconstitucionalidades” do texto que chegou da Câmara.


Entenda

O projeto foi enviado pelo Executivo após a megaoperação no Rio de Janeiro. A ação contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão deixou 121 pessoas mortes, sendo quatro policiais.

O PL prevê o aumento das penas e medidas para fortalecer a investigação e o combate ao crime organizado. A proposta ainda busca descapitalizar os grupos criminosos.


Pelo texto, a pena para integrantes de facções criminosas varia de 20 a 40 anos, podendo chegar a até 66 anos para os líderes de organizações criminosas.

O projeto também proíbe graça, anistia, indulto e liberdade condicional para os crimes tipificados, além do cumprimento de pena em presídios de segurança máxima para líderes de organizações criminosas.

A transferência definitiva ao Estado dos bens apreendidos nas operações, ou seja, ainda durante a fase de investigação, também foi incluída no texto aprovado na Câmara.

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