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Relator da CPI vai pedir banimento de Bolsonaro das redes sociais

Renan Calheiros afirmou que declaração falsa de Bolsonaro sobre HIV também “agrava situação” na CPI

Brasília|Renata Varandas, da Record TV, e Isabella Macedo, do R7, em Brasília

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Renan Calheiros fará alterações no relatório final da CPI
Renan Calheiros fará alterações no relatório final da CPI

O relator da CPI da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta segunda-feira (25) que pedirá ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o presidente Jair Bolsonaro seja banido das redes sociais. O pedido será baseado em informação falsa divulgada por Bolsonaro em sua live semanal, na qual associava a vacinação contra a Covid-19 à Aids. 

Nesta segunda, o vídeo da transmissão ao vivo feita por Bolsonaro na última quinta-feira (21) foi removido do Facebook e do Instagram. Embora o Facebook já tenha removido conteúdo do presidente relacionado à Covid-19, é a primeira vez que a rede apaga a gravação semanal da plataforma. O YouTube, que pertence ao Google, também retirou o vídeo do ar.

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Renan Calheiros afirmou à Record TV e ao R7 que pedirá uma medida cautelar para que o presidente da República seja banido das redes sociais. O senador afirmou ainda que a declaração falsa feita por Bolsonaro deve agravar a sugestão de indiciamentos apresentada por ele à CPI. Nesta segunda, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) já havia protocolado um requerimento para que o STF (Supremo Tribunal Federal) investigasse a informação falsa.

“Evidente que essa declaração sobre a vacina e sobre a Aids vai agravar sua situação na própria investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito, e nós vamos, paralelamente, entrar com uma ação cautelar junto ao Supremo Tribunal Federal pedindo o banimento dele das redes sociais”, afirmou Renan.

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A Sociedade Brasileira de Infectologia esclareceu no sábado, em um comunicado, que "não se conhece nenhuma relação entre qualquer vacina contra a Covid-19 e o desenvolvimento da síndrome de imunodeficiência adquirida".

Nesta segunda-feira pela manhã, não era possível acessar o vídeo nas contas do presidente no Facebook e no Instagram — rede social do mesmo grupo.

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"Nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas contra a Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas", declarou um porta-voz da empresa. Os estudos científicos mostraram até agora que as vacinas anti-Covid são seguras.

Banido

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Em janeiro deste ano, o ex-presidente dos EUA Donald Trump foi banido das redes sociais. O bloqueio das contas do ex-presidente se deu após a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro. Trump teve conteúdos removidos por conterem informações falsas. Desde sua derrota eleitoral para o atual presidente, Joe Biden, ele usava as redes para alegar falsamente que as eleições americanas tinham sido fraudadas.

O ex-presidente tem tentado popularizar outra rede, o Gettr, lançada pela própria equipe dele. Bolsonaro recentemente criou uma conta na rede pró-Trump. O fundador da rede social de extrema direita, Jason Miller, esteve no Brasil recentemente para encontros com Bolsonaro e seus apoiadores próximos. Após os encontros, Miller foi conduzido à Polícia Federal localizada no Aeroporto Internacional de Brasília para prestar depoimento no âmbito do inquérito das fake news, conduzido pelo STF.

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