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Secretário bancou nomeação de Rivaldo Barbosa, apesar de parecer contrário

Preso suspeito de ter planejado morte de Marielle, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro tomou posse um dia antes do crime

Brasília|Da Agência Brasil

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Delegado tomou posse um dia antes do crime
Delegado tomou posse um dia antes do crime Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-chefe da Policia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa foi nomeado para o cargo dez dias antes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Ele foi preso neste domingo (24), por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, sob suspeita de atuar no planejamento do crime.

O ex-chefe da Polícia Civil foi nomeado em 8 de março de 2018 e empossado em 13 de março, um dia antes do assassinato. No relatório divulgado após a prisão, os investigadores afirmaram que Rivaldo foi efetivado no cargo de comando da Polícia Civil do Rio pelo então secretário de Segurança Pública, general de Exército Richard Nunes.


Na época, o Rio estava sob intervenção federal na área de segurança pública e tinha como interventor o general da reserva Braga Netto.

Segundo a Polícia Federal, Richard Nunes bancou a nomeação de Rivaldo mesmo diante de um parecer da área de inteligência da pasta que não recomendava a efetivação. Para os investigadores, as suspeitas contra Rivaldo estavam na “iminência de eclodir”. “Entretanto, o general bancou a nomeação de Rivaldo à revelia do que havia sido recomendado”, diz o relatório.


A PF diz no documento que Rivaldo nomeou o delegado Giniton Lages para a delegacia de homicídios no dia seguinte ao assassinato de Marielle. Segundo a investigação, o delegado era “pessoa de confiança” do então chefe de polícia.

"Com a assunção do cargo por Giniton, se operacionalizou a garantia da impunidade dos autores do delito. Inicialmente essa garantia se alastrou, inclusive aos autores imediatos, o que foi narrado por Ronnie Lessa na terceira e última reunião em que participou na presença dos Irmãos Brazão, oportunidade na qual lhe foi indicado que Rivaldo estava promovendo a deflexão da investigação", diz o relatório.


Outro lado

Ouvido pela PF durante as investigações, o general Richard Nunes prestou depoimento aos delegados e negou ter ingerência na escolha de Rivaldo.

“A Subsecretaria de Inteligência contraindicou o nome de Rivaldo, mas o depoente decidiu pelo seu nome, tendo em vista que tal contraindicação não se pautava por dados objetivos. Teve contato com Rivaldo na época da força de pacificação.”

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