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Secretário da Receita: campanha de fake news sobre Pix favoreceu crime organizado

Segundo Robinson Barreirinhas, vigilância sobre transações via Pix poderia ter evitado atividades ilícitas

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Robinson Barreirinhas, secretário da Receita Federal, declarou que fake news sobre o Pix favoreceram crimes organizados.
  • A norma de vigilância sobre transações acima de R$ 5 mil foi revogada devido à pressão política, embora pudesse ter prevenido fraudes.
  • A Operação Carbono Oculto cumpriu 200 mandados para desmantelar fraudes no setor de combustíveis, financiadas por organizações criminosas.
  • Barreirinhas destacou a necessidade de regulamentação das fintechs para aumentar a transparência nas operações financeiras.

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Operação Carbono Oculto cumpriu 200 mandados de busca e apreensão em dez estados RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 28.08.2025

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou, nesta quinta-feira (28), que a onda de críticas e fake news nas redes sociais sobre a instrução normativa de fiscalização do Pix contribuiu para a ocorrência de lavagem de dinheiro e fraude por meio do sistema financeiro.

Em janeiro, o órgão baixou norma que estabelecia vigilância sobre transações da modalidade a partir de R$ 5 mil. A oposição ao governo rapidamente instrumentalizou politicamente a medida, que passou a chamar de “taxação do Pix”.


Devido à forte repercussão negativa, o governo decidiu revogar a norma — que, segundo Barreirinhas, poderia ter evitado crimes. O principal artífice da campanha contra a instrução normativa foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que não foi citado pelo secretário.

A declaração de Barreirinhas ocorreu em coletiva de imprensa em São Paulo durante o anúncio dos resultados da Operação Carbono Oculto, que cumpriu 200 mandados de busca e apreensão em dez estados. O objetivo da ação, deflagrada nesta quinta-feira (28), foi desmantelar um esquema de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis por organizações criminosas que fazem transações com dinheiro ilícito por meio de fundos e fintechs.


“As operações de hoje mostram quem ganhou com essas mentiras, com essas fake news: o crime organizado. Mostram que, independentemente das intenções, as pessoas que espalharam aquelas fake news, aquelas mentiras, no início do ano, ajudaram o crime organizado”, apontou Barreirinhas.

O secretário cobrou a regulamentação das fintechs, de modo que haja mais transparência sobre suas operações.


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Segundo o secretário, a Receita Federal, assim como o Ministério Público e a Polícia Federal, sabe que o crime organizado é financiado pela importação e pelo comércio irregular de combustíveis, cigarros e jogos ilegais. “E todos nós sabemos também que, no cerne de todas as operações, aparecem as fintechs”, disse o secretário.

De acordo com a Receita, os criminosos movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 por meio de fundos de investimento que detinham participações em empresas por meio das quais facções lavavam dinheiro de origem ilícita


Qual foi a declaração do secretário da Receita Federal sobre a campanha de fake news relacionada ao Pix?

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que a onda de críticas e fake news nas redes sociais sobre a instrução normativa de fiscalização do Pix contribuiu para a ocorrência de lavagem de dinheiro e fraude por meio do sistema financeiro.

O que estabelecia a norma que foi revogada pelo governo?

A norma, que foi baixada em janeiro, estabelecia vigilância sobre transações do Pix a partir de R$ 5 mil. A oposição ao governo a chamou de “taxação do Pix”, gerando forte repercussão negativa.

Qual foi a consequência da forte repercussão negativa da norma?

Devido à repercussão negativa, o governo decidiu revogar a norma, que, segundo Barreirinhas, poderia ter evitado crimes.

Quem foi apontado como o principal responsável pela campanha contra a instrução normativa?

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi mencionado como o principal artífice da campanha contra a instrução normativa, embora não tenha sido citado diretamente por Barreirinhas.

Em que contexto Barreirinhas fez suas declarações?

As declarações de Barreirinhas ocorreram durante uma coletiva de imprensa em São Paulo, onde foram anunciados os resultados da Operação Carbono Oculto, que cumpriu 200 mandados de busca e apreensão em dez estados.

Qual era o objetivo da Operação Carbono Oculto?

O objetivo da operação era desmantelar um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, envolvendo organizações criminosas que realizavam transações com dinheiro ilícito por meio de fundos e fintechs.

O que Barreirinhas disse sobre as consequências da disseminação de fake news?

Barreirinhas afirmou que as operações mostraram que o crime organizado foi o principal beneficiário das mentiras e fake news espalhadas no início do ano, ressaltando que essas informações ajudaram a fortalecer o crime organizado.

Qual foi a posição do secretário em relação à regulamentação das fintechs?

O secretário cobrou a regulamentação das fintechs para que haja mais transparência sobre suas operações.

Como a Receita Federal, o Ministério Público e a Polícia Federal estão relacionados ao crime organizado?

Barreirinhas destacou que essas instituições sabem que o crime organizado é financiado pela importação e comércio irregular de combustíveis, cigarros e jogos ilegais, e que as fintechs estão no cerne dessas operações.

Qual foi o montante movimentado por criminosos entre 2020 e 2024, segundo a Receita Federal?

De acordo com a Receita, os criminosos movimentaram R$ 52 bilhões por meio de fundos de investimento que tinham participações em empresas utilizadas para lavar dinheiro de origem ilícita.

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