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Sexto grupo de repatriados de Israel chega ao Brasil; veja imagens

Já os brasileiros que estão em Gaza devem aguardar a abertura da fronteira do Egito; operação resgatou 1.135 pessoas 

Brasília|Do R7

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1.135 pessoas já foram resgatadas da zona de guerra
1.135 pessoas já foram resgatadas da zona de guerra

O sexto grupo de brasileiros resgatados da zona de conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas chegou ao Brasil na madrugada desta quinta-feira (19). Ao todo, 219 pessoas desembarcaram no Rio de Janeiro. Já os brasileiros que estão na Faixa de Gaza, ponto central do conflito, aguardam a abertura da fronteira do Egito para se deslocarem. O Itamaraty calcula de 30 a 35 pessoas — entre elas crianças, mulheres e idosos — na região. O avião presidencial, que vai atuar na repatriação em Gaza, está no Cairo, capital egípcia, e aguarda instruções do governo brasileiro.

Ao todo, a Operação Voltando em Paz já resgatou 1.135 brasileiros que estavam em Israel durante os bombardeios. A operação é coordenada pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, em parceira com a Força Aérea Brasileira (FAB).


O primeiro voo saiu do Brasil em 8 de outubro, um dia depois do ataque-surpresa do Hamas. Após pousar em Tel Aviv, a tripulação resgatou um grupo de 211 pessoas, que chegou ao Brasil no dia 11 de outubro.

Brasileiros em Gaza

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou nesta quarta-feira (18) que ainda não há previsão de abertura da fronteira da Faixa de Gaza com o Egito, o único caminho possível para o resgate dos brasileiros que estão na região, onde o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas é mais intenso.


Leia mais: Brasil condena ataque a hospital na Faixa de Gaza e pede acesso da Cruz Vermelha para ajudar civis

Entre 30 e 35 brasileiros desejam deixar o local, de acordo com a atualização mais recente feita pelo chanceler. O número tem apresentado variações ao longo dos últimos dias, por causa do interesse repentino de cidadãos que estão em Gaza.


"O transporte será feito pela Força Aérea Brasileira a partir do Egito, uma vez que os brasileiros tenham sido autorizados a cruzar a passagem de Rafah [cidade de Gaza que faz fronteira com o Egito] e possam ser levados pela Embaixada do Brasil no Cairo até o local de embarque", explicou o chanceler.

Veto no Conselho de Segurança

O Ministério das Relações Exteriores lamentou, por meio de nota, o veto dos Estados Unidos ao documento costurado pelo Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), que pedia uma pausa humanitária no conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas.


O texto, divulgado nesta quarta-feira, não citou os Estados Unidos. Por serem membros permanentes do conselho, os EUA, a China, a França, o Reino Unido e a Rússia têm direito a vetar resoluções. A Rússia e o Reino Unido se abstiveram.

"O governo brasileiro lamenta que, mais uma vez, o uso do veto tenha impedido o principal órgão para a manutenção da paz e da segurança internacional de agir diante da catastrófica crise humanitária provocada pela mais recente escalada de violência em Israel e em Gaza", diz o Itamaraty. O posicionamento segue o tom do presidente Luiz Inácio Lula da Silva [PT], que é crítico da instituição e defende a ampliação do número de países-membros.

O texto costurado pelo Brasil teve o apoio de 12 dos 15 integrantes do Conselho de Segurança. Para aprovar a proposta, eram necessários nove votos favoráveis e nenhum veto. O chanceler retornou a Nova York, nos Estados Unidos, no fim desta quarta-feira. Lá, ele vai presidir, em 24 de outubro, mais um debate do Conselho de Segurança sobre o Oriente Médio.

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"O Brasil seguirá buscando construir acordos que aliviem a dramática situação humanitária a que assistimos e contribuam para a realização da solução de dois Estados, com um Estado Palestino economicamente viável, convivendo em paz e segurança com Israel, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas", ressaltou o Itamaraty em nota.

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