Brasil condena ataque a hospital na Faixa de Gaza e pede acesso da Cruz Vermelha para ajudar civis
Governo brasileiro também pediu a liberação de reféns e reforçou apelo por um corredor humanitário
Brasília|Edis Henrique Peres, do R7, em Brasília

O governo federal divulgou nota em que condena o ataque que atingiu um hospital em Ahli-Arab, na Faixa de Gaza, na noite desta terça-feira (17).
O texto expressa tambémpesar aos familiares das vítimas. “O Brasil repudia nos mais fortes termos ataques a alvos civis, sobretudo a estruturas de saúde, e exorta as partes no conflito a cumprirem suas obrigações perante o direito internacional humanitário.”
O governo também presta solidariedade ao povo da Palestina e pede a liberação do acesso para que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha atue no conflito e “possa desempenhar suas funções de agente humanitário neutro”.
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“O Brasil reitera o apelo para o imediato estabelecimento de corredores e pausas humanitárias que permitam a condução em segurança do trabalho humanitário e o fornecimento de água, comida, suprimentos médicos, combustível e eletricidade a Gaza."
Quase 300 mortos
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, cerca de 300 pessoas teriam sido mortas pelo ataque aéreo ao hospital de Ahli-Arab. Fotos da unidade de saúde mostraram fogo nos corredores, vidros quebrados e partes de corpos espalhadas pela área. Esse é o ataque aéreo mais mortal supostamente realizado por Israel contra os palestinos desde 2008.
As autoridades palestinas afirmam que o bombardeio é "um crime de guerra", e o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, decretou luto nacional de três dias pelas vítimas.
Israel nega autoria
De acordo com as Forças de Defesa Israelenses (IDF), o ataque partiu do grupo Jihad Islâmica Palestina, que teria disparado uma barragem de foguetes contra Israel — um dos projéteis, no entanto, teria falhado e atingido o hospital.
"Uma análise mostra foguetes passando nas proximidades do hospital Al-Ahli Arab em Gaza no momento em que foi atingido", disse um porta-voz israelense.
O conflito segue se intensificando e, no sul, ataques contínuos desta terça-feira mataram dezenas de civis e pelo menos uma figura importante do Hamas.














