Brasília 'Silêncio diante do ódio aos judeus não pode mais ser tolerado', diz embaixador de Israel

'Silêncio diante do ódio aos judeus não pode mais ser tolerado', diz embaixador de Israel

Em sessão especial no Senado, Daniel Zohar pediu tolerância zero ao racismo, ao discurso de ódio e ao antissemitismo

  • Brasília | Sarah Teófilo, do R7, em Brasília

Embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine

Embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine

Reprodução/Youtube

O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine, afirmou nesta quinta-feira (10), em sessão especial no Senado para homenagear e relembrar as vítimas do Holocausto (extermínio de judeus), que o mundo precisa ter 'tolerância zero' ao racismo, ao discurso de ódio e ao antissemitismo (ódio aos judeus). O embaixador ressaltou a importância de se lembrar os riscos e os prejuízos do nazismo, para que nunca se repita.

"O silêncio diante do ódio aos judeus não pode mais ser tolerado. À medida que a última geração de sobreviventes do Holocausto atinge a velhice, o fardo de lembrar o passado e ensinar as gerações futuras passa para todos nós", ressaltou.

O embaixador afirmou que 77 anos após a liberação do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, ele não tem certeza de que o mundo assimilou o perigo da conexão entre ideias e ações. "O holocausto e o extermínio de 6 milhões de judeus não aconteceram do nada. Foram baseados em ideologias nazistas e no discurso de ódio de mentes perturbadas. A lição que podemos e devemos tirar disso é ter zero tolerância a esse tipo de situação. Zero tolerância ao racismo, ao discurso de ódio, ao antissemitismo", afirmou.

A sessão especial no Senado foi marcada depois que o apresentador Bruno Aiub, conhecido como Monark, defendeu, durante durante o podcast Flow, a existência do partido nazista no Brasil. Na ocasião, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) não rebateu as falas do apresentador e as endossou ao afirmar que acha um erro que a Alemanha tenha criminzalizado o partido nazista.

Ao comentar o episódio, o embaixador afirmou que o caso atesta "que a mensagem não foi bastante assimilada pelas pessoas e pela sociedade". "Nossa guerra é levantar nossa voz contra a legitimação desse tipo de ideia. Não estou aqui apenas como embaixador, mas como judeu e filho de sobreviventes do Holocausto", relatou. Zonshine frisou que "o antissemitismo deveria ser uma preocupação dos líderes do mundo todo, incluindo o Brasil". 

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