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STF vai analisar a relativização da proteção penal de menores de 14 anos em caso de estupro

A ação pede para a Corte suspender, em todo o país, entendimentos que levem em conta fatores como consentimento da vítima

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • STF irá avaliar decisões que afastam a proteção penal de menores de 14 anos em casos de estupro.
  • A ação foi proposta pelo PT, pedindo a declaração de inconstitucionalidade de interpretações do Código Penal que relativizam a vulnerabilidade infantil.
  • Motivação surgiu após um tribunal de Minas Gerais absolver um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos, alegando relação familiar entre eles.
  • A ação busca suspender interpretações que considerem consentimento ou relacionamentos para descaracterizar o crime até o julgamento definitivo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministra Cármen Lúcia durante sessão do STF
A ação foi apresentada pelo PT e está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia Rosinei Coutinho/STF - 19.12.2025

O STF (Supremo Tribunal Federal) vai analisar a validade de decisões judiciais que afastem a proteção penal de crianças menores de 14 anos em casos de estupro de vulnerável.

A ação foi apresentada pelo PT e está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia. O partido pede que a Corte declare inconstitucional qualquer interpretação do Código Penal que relativize a presunção de vulnerabilidade prevista na norma.


A ação do partido foi motivada após decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que absolveu um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos.

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A decisão do desembargador Magid Nauef Láuar anulou a condenação, alegando que o homem e a garota constituíam um núcleo familiar. Nesta semana, desembargador recuou e mandou prender o estuprador e a mãe da menina.


Segundo o partido, o artigo 217-A do Código Penal adotou critério etário claro ao estabelecer pena para quem praticar conjunção carnal ou ato libidinoso com menor de 14 anos. Para o PT, a idade é um elemento objetivo que define a vulnerabilidade, sem espaço para análise sobre maturidade, experiência anterior ou vínculo afetivo.

Na ação, o partido afirma ainda que interpretações que flexibilizam esse critério violam dispositivos da Constituição que tratam da dignidade da pessoa humana, da legalidade penal e da proteção integral da criança e do adolescente.


Para a legenda, admitir “consentimento” ou “aceitação familiar” nesses casos enfraquece essa proteção e compromete a segurança jurídica.

A ação pede para a Corte suspender, em todo o país, entendimentos que levem em conta fatores como consentimento da vítima, existência de relacionamento amoroso ou aceitação familiar para descaracterizar o crime, até o julgamento definitivo da ação.

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