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STJ afasta servidor suspeito de interferir em pautas de julgamento

Além do procedimento interno, o caso será oficiado à Polícia Federal para investigar possíveis desdobramentos na esfera criminal

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Apuração teve início após atitudes suspeitas do investigado, que atuava como assessor Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Arquivo

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou nesta quinta-feira (24) o afastamento preventivo e a abertura de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra um servidor de carreira da Corte.

A medida foi tomada pela Presidência do tribunal após investigações internas identificarem suspeitas de que o servidor atuava indevidamente para alterar o andamento de processos em trâmite na instituição.

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A apuração teve início após a identificação de atitudes suspeitas do investigado, que atuava como assessor em um gabinete de ministro.

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Segundo informações apuradas, o servidor teria solicitado a retirada de pauta de julgamento de três processos vinculados a uma área diferente daquela em que atuava. A movimentação atípica chamou a atenção da equipe do gabinete, que acionou a Secretaria de Segurança do STJ. Os levantamentos prévios indicaram indícios de interferência indevida em benefício de terceiros.

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Assim que tomou conhecimento das suspeitas, no mês de agosto, o gabinete exonerou o servidor do cargo de confiança que ocupava.

Como se trata de um funcionário público concursado de carreira, ele havia permanecido no quadro do tribunal, mas alocado em outra função. Com a instauração formal do PAD, o funcionário foi afastado preventivamente de todas as suas atribuições na Corte.

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Além do procedimento interno, o caso será oficiado à Polícia Federal para investigação de possíveis desdobramentos na esfera criminal.

A apuração faz parte de um conjunto de medidas institucionais aprovadas recentemente pelo STJ para reforçar a segurança das informações, a rastreabilidade dos fluxos de trabalho e a fiscalização nos gabinetes.

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A nova estrutura ética do tribunal conta com a coordenação de um juiz instrutor, nos moldes do sistema disciplinar adotado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com o objetivo de dar mais celeridade e rigor na apuração de irregularidades.

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