Superintendência da PF tem buzinaço e marcha fúnebre após prisão preventiva de Bolsonaro
O ex-presidente ficará em cela especial na Polícia Federal até o audiência de custódia, marcada para este domingo (23)
Brasília|Do Estadão Conteúdo
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Com a movimentação de policiais e jornalistas em frente à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, carros passam fazendo buzinaço em frente ao prédio onde está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso preventivamente neste sábado (22).
O militante Fabiano e Silva Leitão Duarte, conhecido como Fabiano Trompetista, também compareceu. Ele se posicionou na grade do pátio da superintendência e tocou a marcha fúnebre e a música ‘Tá na hora do Jair, já ir embora’ com o trompete.
Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado após ordem de prisão assinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O pedido partiu da Polícia Federal, ao afirmar que uma manifestação convocada por Flávio Bolsonaro poderia representar risco aos agentes, aos participantes e ao próprio ex-presidente.
A decisão de Moraes aponta ainda que o ex-presidente violou o uso de tornozeleira eletrônica e tinha “elevado risco de fuga”, e que Bolsonaro poderia fugir para embaixadas próximas à sua casa, considerando investigações que já apontaram um planejamento de pedido de asilo para o ex-presidente.
Defesa de Bolsonaro
Ao Estadão, a defesa de Bolsonaro afirmou que ainda não sabe os motivos da prisão preventiva e que esta tentando acesso ao pedido de Moraes.
Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas.
Em nota oficial, a Polícia Federal informou que, por determinação de Moraes, a medida deveria ser cumprida “com todo o respeito à dignidade do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro, sem a utilização de algemas e sem qualquer exposição midiática; ficando a seu critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem”.
Em setembro deste ano, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado para se perpetuar no governo.
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