Tarifaço: Rui Costa diz que governo vai ‘proteger empresas e empregos’ mesmo sem acordo
Ministro da Casa Civil disse que o país deve acelerar relação comercial com outras nações se tarifas de 50% forem impostas
RESUMO DA NOTÍCIA
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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, analisou o desafio do governo federal em negociar uma redução das tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros anunciadas pelo presidente Donald Trump no começo do mês.
A dois dias do começo da tarifa, o ministro confessou que “por enquanto, não há nenhum sinal de negociação efetiva com os Estados Unidos”.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (30) em entrevista a uma rádio baiana. O titular da Casa Civil, no entanto, reforçou que o governo já está reunido para “adotar as medidas para proteger nossas empresas e nossos empregos”.
“Se for necessário, medidas de reciprocidade serão adotadas para proteger a economia brasileira, o emprego do Brasil, e buscaremos acelerar e incrementar a relação com outros países que queiram dialogar”, adiantou.
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Plano do governo
Nesta terça-feira (29), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou está confiante no plano elaborado pelo governo federal para mitigar os danos que podem ser causados pela tarifa de 50% anunciada por Donald Trump.
O plano de contingenciamento seria adotado caso as negociações com o governo norte-americano, que ainda está em curso em várias frentes, não obtenham resultados.
“Estamos muito confiantes de que preparamos um trabalho que vai permitir ao Brasil superar esse momento que não foi criado por nós, é um evento externo. Mas o Brasil vai estar preparado para cuidar das suas empresas, dos seus trabalhadores e ao mesmo tempo se manter permanentemente em uma mesa de negociação buscando racionalidade, respeito mútuo e estreitamento das relações”, afirmou.
O ministro, contudo, não detalhou se o plano contém medidas parecidas com o que foi adotado na época da pandemia causada pelo Sars-CoV-2 para manutenção de empregos, por exemplo.
“Não sei qual é o cenário que o presidente vai optar, por isso não posso adiantar as medidas que vão ser anunciadas por ele. Mas como são vários cenários, todo tipo de medida cabe em algum deles. Mas quem vai decidir é o presidente Lula”, explicou.
Questionado se era possível chegar a um acordo com Trump, Haddad afirmou: “Em relação ao Brasil sempre vai ser.”
“O Brasil nunca abandonou a mesa de negociação. Eu acredito que essa semana há já algum sinal de interesse em conversar e há uma maior sensibilidade de algumas autoridades dos Estados Unidos de que talvez tenham se passado um pouquinho e queiram conversar“, disse.
Relembre
Em 9 de julho, Donald Trump anunciou que vai cobrar 50% de todos os itens do Brasil comprados pelos EUA a partir de 1º de agosto.
Segundo o republicano, a medida é uma resposta direta a supostos ataques do Brasil à liberdade de expressão de empresas norte-americanas e à forma como o país tem tratado o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além de inelegível até 2030, o ex-presidente é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito.
Para o líder norte-americano, o julgamento e as investigações que envolvem o ex-presidente brasileiro configurariam uma “caça às bruxas” que deveria “terminar imediatamente”.
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