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Inflação do aluguel cai, mas contratos que vencem em agosto terão alta de 2,96%

Indicador utilizado na correção da maioria das locações no Brasil variou -0,77% em julho e acumulou queda de 1,7% no ano

Economia|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • O IGP-M teve uma queda de 0,77% em julho, conforme dados do Ibre da FGV.
  • Esse índice acumula uma redução de 1,7% no ano, apesar de uma alta de 2,96% nos últimos 12 meses.
  • Contratos de aluguel que vencem em agosto sofrerão um reajuste de 2,96%.
  • O IGP-M é o principal indicador para correção da maioria das locações no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

IGP-M caiu 0,77% em julho Andre Borges/Agência Brasília

O IGP-M (Índice Nacional de Preços – Mercado), indicador responsável pelo reajuste da maior parte dos contratos de aluguel no Brasil, caiu em julho. O índice registrou uma queda de 0,77%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

O resultado mostra uma queda inferior em relação a junho, quando recuou 1,67%. Com essa variação, o índice acumula queda de 1,7% no ano e alta de 2,96% nos últimos 12 meses.

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Em julho de 2024, o IGP-M registrou uma alta de 0,61%, acumulando um crescimento de 3,82% em 12 meses.

Na prática, os inquilinos que pagam mensalmente um aluguel de R$ 1.500 passarão a ter que desembolsar R$ 1.544,40 (+R$ 44,40) todos os meses para seguir morando no mesmo imóvel.

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Para evitar o reajuste significativo, a dica é renegociar o aumento diretamente com o proprietário do imóvel.

Índice de reajuste do aluguel

O inquilino deve estar atento ao indicador de reajuste que está no contrato de locação, porque, depois da pandemia da Covid-19, muitas negociações passaram a usar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, como indexador nos novos contratos.

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O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola e industrial e na construção civil.

Por isso, a variação é diferente daquela apresentada pela inflação oficial, que calcula os preços com base em uma cesta de bens determinada para famílias com renda de até 40 salários mínimos.

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Brasileiro precisa trabalhar um mês e meio para pagar aluguel

Em março, o R7 mostrou que os brasileiros que recebem um salário mínimo precisam trabalhar em média 44 dias para pagar o aluguel. O levantamento foi feito com base nos dados do Índice FipeZAP, que monitora o preço cobrado na locação em 36 cidades.

Segundo o estudo, um imóvel de 45m², semelhante ao do Minha Casa, Minha Vida, custava em média R$ 2.062,35 em 2024. Em contrapartida, o salário mínimo recebido pelo trabalhador era de R$ 1.412.

Os dados levantados pela reportagem demonstraram uma redução no impacto do aluguel na renda do trabalhador desde 2015. Naquele ano, o valor médio de um imóvel de 45m² era R$ 1.498,95, o equivalente a 57 dias de trabalho.

Segundo dados do Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022, um em cada cinco brasileiros (20,9%) moram em residências alugadas.

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