Um em cada quatro idosos estão no mercado de trabalho no Brasil, diz IBGE
Em 2024, idosos totalizavam 34,1 milhões dos brasileiros, o que correspondia a 19,7% da população em idade de trabalhar
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Em 2024, um em cada quatro idosos brasileiros participavam do mercado de trabalho, o equivalente a 24,4%, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quarta-feira (3). O índice é o maior já registrado na série histórica, iniciada em 2012.
No mesmo ano, as taxas de subutilização e de desocupação eram bem inferiores às apresentadas pela média da população, 16,2% e 6,6%, respectivamente.
“O aumento da expectativa de vida e as mudanças ocorridas nos arranjos familiares nos últimos anos, somada à alta informalidade no mercado de trabalho brasileiro e à reforma ocorrida no Sistema de Previdência Social, por meio da Emenda Constitucional n. 103, de 12.11.2019, são fatores que tendem a levar à permanência das pessoas no mercado de trabalho por mais tempo”, informa o estudo.
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Segundo o IBGE, em 2024, a população total estimada era de 212,6 milhões de pessoas, sendo 172,8 milhões em idade para trabalhar, ou seja, com 14 anos ou mais de idade. Já as pessoas idosas totalizavam 34,1 milhões, o que correspondia a 19,7% da população em idade de trabalhar.
Entre aqueles que trabalhavam, 43,3% estavam no mercado de trabalho por conta própria; 17% tinham carteira de trabalho assinada e 11,3% eram informais.
Informalidade
A informalidade de parte significativa dos postos de trabalho é uma característica do mercado de trabalho brasileiro, aponta o IBGE. A modalidade, segundo o instituto, mostra “uma importante fonte de desigualdades”.
A consequência disso é uma elevada quantidade de trabalhadores sem acesso aos mecanismos de proteção social, como o direito à aposentadoria e às licenças remuneradas (para maternidade ou afastamento laboral por motivo de saúde).
Em termos regionais, a informalidade é maior no Norte (58,9%) e Nordeste (56,6%). Por outro lado, as regiões Sudeste e Sul tiveram, respectivamente, 34,7% e 27,4%, enquanto o Centro-Oeste (37,2%) esteve mais próxima da média do país (40,6%).
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