‘Unidos da Corrupção’: deputados usam máscaras de Lula em ato e ironizam homenagem na Sapucaí
Segundo líder da oposição, três processos já foram protocolados no TSE, TCU e na PGR
Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
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Parlamentares de oposição se reuniram nesta terça-feira (24) no Salão Verde da Câmara dos Deputados para criticar a homenagem feita pela escola de samba Acadêmicos de Niterói ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro.
Ao fim do pronunciamento à imprensa, os deputados simularam um bloco de Carnaval, chamado “Unidos da Corrupção”, em protesto. Eles seguravam cartazes com falas de Lula, e alguns parlamentares usavam máscaras do presidente e da primeira-dama Janja.
Durante o ato, os deputados também jogaram confete e notas de real falsas para o alto.
De acordo com o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL-PB), três ações foram protocoladas no TCU (Tribunal de Contas da União), no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e na PGR (Procuradoria-Geral da União) contra a homenagem feita a Lula no Carnaval do Rio.
“Toda a nossa parte estamos fazendo, mas sabemos que, no atual cenário da República, dificilmente vai ter um resultado”, disse o deputado.
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Segundo a oposição, as denúncias visam apurar o uso indevido de recursos públicos e a promoção pessoal de Lula, que configuraria em propaganda eleitoral antecipada.
Até o momento, o TSE já recusou duas ações, dos partidos Novo e do Missão, apresentadas antes do desfile. O argumento foi de que a apresentação não tinha acontecido e, portanto, não configuraria crime eleitoral.
Escola de samba foi rebaixada
A Acadêmicos de Niterói terminou o Carnaval do Rio de Janeiro de 2026 na última colocação do Grupo Especial e foi rebaixada para a Série Ouro. A escola somou 264,6 pontos na apuração final, encerrando sua participação na elite do samba carioca com a menor pontuação entre as concorrentes.
A agremiação levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, uma homenagem à trajetória do presidente Lula.
A escola argumentou que a vida de Lula representa a narrativa do “Brasil real”, vivido nas periferias, barracões e fábricas. Segundo a Acadêmicos de Niterói, o enredo buscou dialogar com a raiz dos componentes da escola, mostrando um raro exemplo de alguém da classe trabalhadora que chegou ao cargo de presidente da República.
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