Brasil registra menor número de casos de malária em 48 anos, segundo Ministério da Saúde
Dados foram apresentados por Alexandre Padilha em Congresso de Medicina Tropical em Brasília, nesta segunda-feira
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O Brasil registrou no ano passado o menor número de casos de malária em 48 anos, segundo dados apresentados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O levantamento foi revelado durante o MedTrop 2026, 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado em Brasília nesta segunda-feira (17).
No total, o Brasil registrou redução de 30% nas mortes por malária e de 30,7% nos casos da forma mais grave da doença. As mortes passaram de 56, em 2024, para 39. No mesmo período, foram registrados 118.037 casos de malária contraídos no território nacional, 15% menos que em 2024 e o menor número desde 1978.
O ministro também afirmou que houve um aumento de 40% nos testes de diagnóstico rápido distribuído no SUS. De 2024 a 2025, houve 30% menos mortes, 15% menos casos e 29% menos recaídas.
No Território Yanomami, de janeiro a junho de 2026, também foi registrado redução de 55% dos casos comparado ao mesmo período do ano passado. A preocupação do Ministério da Saúde é que quase metade dos casos estão concentrados em territórios indígenas, como o Yanomami, Alto Rio Negro e Alto Rio Negro Solimões.
“Nós vamos alcançar a meta de ninguém mais morrer de malária no nosso país. É possível”, afirmou Padilha. A meta é acabar com a transmissão da doença até 2030.
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Novo medicamento
O Ministério da Saúde atribui os avanços nos resultados a um novo tratamento disponível no SUS: a tafenoquina, incorporada em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais e cuja oferta começou em 2024.
Administrado em dose única, o medicamento tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar. O medicamento foi utilizado por mais de 33,7 mil pessoas até junho de 2026. Desse total, 3.920 tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas.
“Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história. Em 2025, tivemos uma redução de mais de 50% dos óbitos por malária e registramos o menor número de internações pela doença, com 39 pessoas internadas. O Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina ao tratamento da malária. Esses avanços reforçam nosso compromisso de perseguir as metas do Programa Brasil Saudável e fazer com que, até 2030, ninguém mais morra de malária no nosso país”, destacou Padilha.
Além disso, desde março de 2026, a tafenoquina também está disponível em uma formulação para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o tratamento no país.
No Território Yanomami, por exemplo, 1.515 pessoas receberam tratamento com tafenoquina. Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025.
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