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Prisão onde Ramagem está nos EUA tem 592 vagas, diálise e tribunais internos

Unidade fica em Orlando e reúne áreas de triagem, alas de saúde mental e serviços como raio-X e farmácia no próprio complexo

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ex-deputado Alexandre Ramagem está preso em uma unidade do ICE em Orlando, Flórida, com 592 vagas e diferentes áreas de serviços.
  • A prison reune etapas do sistema de Justiça, como triagem, audiências e áreas de atendimento médico, incluindo serviços de diálise e farmácia.
  • Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por crimes graves, incluindo golpe de Estado, e fugiu do Brasil em 2025 utilizando passaporte diplomático.
  • O Brasil formalizou pedido de extradição de Ramagem, que foi enviado ao Departamento de Estado dos EUA, e seu nome foi incluído na lista da Interpol.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ramagem foi preso na segunda-feira pelo ICE Adriano Machado/Reuters - 11.07.2019

O ex-deputado Alexandre Ramagem foi preso pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) nos Estados Unidos e está sob custódia no Departamento de Correções da polícia de Orange County, em Orlando, na Flórida. A unidade tem 592 vagas e reúne diferentes órgãos da Justiça.

No local, os presos passam por procedimentos como identificação, avaliação médica e triagem. A unidade também conta com salas de audiência, onde são realizados procedimentos judiciais.


Na chegada, os detidos são encaminhados a uma área de entrada controlada, onde agentes assumem a custódia e iniciam o processamento, que inclui procedimentos como avaliação médica, coleta de impressões digitais e fotografia.

Onde ficam os detentos

A unidade conta com 12 áreas de detenção e 592 vagas. É nesse espaço que ficam os presos que não conseguem liberação antes do julgamento ou não pagam fiança, passando os primeiros dias sob custódia.


O local reúne, em um mesmo espaço, diferentes etapas do sistema de Justiça, incluindo processamento de presos, audiências e liberação. A prisão tem ainda três salas de audiência, áreas de atendimento médico e setores que reúnem órgãos como promotoria, defensoria pública e o Judiciário. Também é possível realizar o pagamento de fiança a qualquer hora.

Além da detenção inicial, a unidade também possui áreas para orientação dos presos, alojamento de internos que trabalham no local e alas destinadas a quem precisa de atendimento médico ou de saúde mental.


Atendimento médico

O centro possui estrutura de saúde com funcionamento contínuo. Entre os serviços disponíveis, estão clínica médica, farmácia, atendimento odontológico, exames de imagem, como raio-X, e área para diálise.

Detentos com problemas de saúde mais graves são encaminhados para unidades específicas de atendimento médico e de saúde mental, onde recebem tratamento contínuo. Todos os presos passam por avaliação de saúde ao chegar.


A unidade conta ainda com salas de audiência, onde juízes realizam procedimentos como primeiras apresentações à Justiça, leituras de acusação, declarações de culpa e revisões de fiança.

De diretor da Abin a foragido

Ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no governo de Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem foi condenado no ano passado a 16 anos de prisão por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Em outubro de 2025, ele fugiu do país usando um passaporte diplomático. Segundo a Polícia Federal, o ex-parlamentar saiu do Brasil pela Guiana e não passou por pontos de fiscalização, contando com a ajuda de um grupo de indivíduos, inclusive o filho de um garimpeiro, que foi preso.

Em 18 de dezembro, a Mesa Diretora da Câmara cassou o mandato de Ramagem, apesar do pedido dele de manter o posto.

Extradição

No fim de janeiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o governo brasileiro havia formalizado o pedido de extradição de Ramagem junto aos Estados Unidos.

A medida atendeu a uma solicitação do ministro Alexandre de Moraes, que também determinou a inclusão do nome do ex-deputado na lista da Interpol.

Segundo a pasta, o pedido foi entregue pela embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado americano no dia 30 de dezembro de 2025.

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