Veja nomes cotados para assumir liderança do governo no Senado após saída de Jaques Wagner
Planalto ainda não divulgou nome do sucessor do senador, que passou a ser alvo da Polícia Federal
Brasília|Do R7, em Brasília
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Com a saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado, após ser alvo da operação da Polícia Federal em investigação ligada ao Banco Master, o cargo está vago até que um novo nome de confiança seja escolhido pelo Planalto. O posto é estratégico para a articulação do governo e não deve ficar vazio por muito tempo.
Alguns nomes são cotados para a vaga, como o do senador Camilo Santana (PT-CE), que foi ministro da Educação de Lula entre 2023 e abril de 2026, e o da senadora Teresa Leitão (PT-PE), que, além de ser bem relacionada, está de fora da disputa dessas eleições.
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Também circula, nos bastidores, o nome de Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, que chegou a substituir Jaques na função quando o senador precisou de uma licença em 2024.
Jaques e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversaram pela primeira vez pessoalmente nessa quarta-feira (24). Ele afirmou ter tido uma ótima reunião e que foi decidido, em comum acordo, o seu afastamento da liderança.
Operação
O senador Jaques Wagner é investigado pela PF e teve dinheiro apreendido em seus endereços em Brasília e na Bahia na quinta-feira da semana passada (18). Somados, os valores apreendidos chegam a R$ 589.823, considerando a cotação atual do dólar e euro, conforme apurado pela RECORD.
Em entrevista no mesmo dia da operação, Jaques afirmou que os valores eram de diárias pagas pelo Senado.
Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A defesa do senador apresentou à Corte nesta semana um recurso para anular a decisão.
Aliados do governo defendiam a sua saída para não afetar a tentativa de reeleição do presidente Lula em outubro.
Para o cientista político Murilo Medeiros, a saída não afasta a crise do Master da cúpula do PT, especialmente do diretório baiano.
“O clima de suspeição deixa a campanha governista em posição defensiva, em compasso de espera dos desdobramentos das investigações”, avalia.
Ele ainda cita a possibilidade de novos desgastes.
“Se a crise avançar e atingir outros nomes importantes do PT da Bahia, o governo enfrentará desgastes justamente na região onde construiu suas maiores vantagens eleitorais, o maior colégio eleitoral do Nordeste”, diz Medeiros.
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