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Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após conversa com Lula

Senador foi alvo de operação da Polícia Federal; segundo ele, foco agora será em sua defesa e nas eleições

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jaques Wagner deixa a liderança do governo no Senado após reunião com o presidente Lula.
  • O senador focará em sua defesa e reeleição ao Senado, além de apoiar a reeleição de Lula e Jerônimo Rodrigues.
  • Wagner foi alvo da operação Compliance Zero, que apreendeu quase R$ 600 mil em espécie em seus endereços.
  • A defesa de Wagner apresentou recurso ao STF para anular a busca e apreensão, alegando erros graves na decisão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Decisão ocorre após Jaques Wagner ser alvo da operação Compliance Zero Rafael Nunes/Flickr - 18.03.2026

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou a saída do cargo de líder do governo no Senado após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta quarta-feira (24).

“Acabei de ter uma ótima reunião com o presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do governo no Senado Federal”, escreveu o senador, em seu perfil do X.


O petista também afirmou que vai focar em sua defesa e na reeleição ao Senado.

“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, completou.


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Jaques Wagner foi alvo da operação Compliance Zero na semana passada. As apreensões feitas pela Polícia Federal em endereços do senador, durante o cumprimento de mandados na nona fase da ação, revelaram quase R$ 600 mil em espécie, que ele justifica como diárias pagas pelo Senado e recursos próprios.

As investigações apuram um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo o extinto Banco Master.


Nesta semana, a defesa do senador apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um recurso para anular a decisão que autorizou a busca e apreensão em seus endereços, sob o argumento de erros graves.

A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, permitiu a retenção de dinheiro em espécie acima de R$ 20 mil, além de celulares, computadores, documentos, joias, obras de arte e outros bens considerados relevantes para a investigação.

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