Brasília Vídeo: militar do Exército é preso após atirar em saída de festa no DF

Vídeo: militar do Exército é preso após atirar em saída de festa no DF

De acordo com a polícia, o homem entregou a arma sem oferecer resistência e apresentou a documentação regular do dispositivo

  • Brasília | Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

Um militar do Exército foi preso na madrugada de domingo (14) após disparar com arma de fogo em uma via pública próximo ao Setor de Diversões Sul, em Brasília. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, o homem foi identificado pelo segurança de uma festa que ocorria no local.

Segundo as investigações, o militar entregou a arma sem oferecer resistência e apresentou a documentação regular do dispositivo. Ele foi encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia, na área central de Brasília.

Polícia apreende arma de militar do Exército que atirou na saída de uma festa em Brasília

Polícia apreende arma de militar do Exército que atirou na saída de uma festa em Brasília

Reprodução/Redes sociais

No vídeo, um policial se aproxima do sargento, apreende a arma e retira a munição. Nas imagens, o militar aparenta estar embriagado.

Procurado pelo R7, o Exército não respondeu até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações e esclarecimentos.

Venda de munições para armas de fogo no Brasil dobrou em três anos

O número de munições e cartuchos comercializados no Brasil dobrou em três anos. Foram vendidos 393,4 milhões desses produtos no país em 2021, em comparação com 195,7 milhões em 2018 — um aumento de 101%.

Os dados são do Sicovem (Sistema de Controle de Venda e Estoque de Munições), do Comando do Exército, obtidos por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação). Os números mostram que o segmento mais representativo na venda de munições é o "varejo", seguido pelas munições comercializadas para uso institucional; em terceiro, estão as unidades adquiridas por caçadores, atiradores e entidades de tiro desportivo.

Arte / R7

A reportagem questionou o Exército em maio deste ano sobre os compradores de munição no segmento "varejo", mas não obteve retorno. Especialistas afirmam que o número pode englobar civis com posse e porte de arma e também aquisições por caçadores e atiradores.

Os números relativos a Forças Armadas, polícias e órgãos do governo são discriminados separadamente pelo sistema do Exército como "integrantes de órgãos e instituições", "Forças Armadas" e "uso institucional". A venda de munições voltadas para o uso institucional é a segunda maior em números, atrás apenas do "varejo".

O crescimento da venda de munições vem acompanhado do aumento do número de armas em circulação. O R7 mostrou em abril que houve um aumento de 333% no número de novos registros de armas para CACs (caçadores, atiradores e colecionadores de armas de fogo) em 2021, em comparação com 2018.

Os dados mostram que entre 2017 e 2018 o aumento foi de 14,94%. Em 2019, a alta nas vendas foi de 4%. O salto maior ocorreu em 2021, quando o crescimento, comparado com o ano anterior, foi de 52,4%. Especialistas afirmam que há uma relação direta entre o aumento de munições e decretos editados pela Presidência da República desde 2019.

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