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Cai para um o número de desaparecidos durante rebelião em Cascavel, afirma Secretaria de Justiça

Durante varredura, um dos detentos foi encontrado escondido em cela; ele está internado

Cidades|Ana Cláudia Barros, do R7

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Dois agentes penitenciários foram feitos reféns durante rebelião, que durou 45 horas
Dois agentes penitenciários foram feitos reféns durante rebelião, que durou 45 horas

O número de presos desparecidos após rebelião na PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel), encerrada nesta terça-feira (26), caiu de sete para um, segundo o último balanço divulgado pela Seju (Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná). Um dos detentos que era procurado foi encontrado durante varredura na quarta-feira (27), mais de 24 horas após o término do motim. Ele estava escondido em uma cela danificada pelo fogo. Na rebelião, que deixou saldo de cinco mortos e mais de 20 feridos e durou cerca de 45 horas, parte da unidade prisional foi incendiada. Dois agentes penitenciários foram feitos reféns, mas acabaram liberados.

De acordo com a secretaria, o interno localizado estava com a saúde debilitada e foi levado para o Hospital Universitário, em Cascavel. Uma das hipóteses cogitadas pela pasta é de que o detento teria tentado se esconder dos demais por ser um “preso de seguro”, quando os próprios internos condenam o companheiro pelo crime.


Ainda conforme a Seju, os outros cinco que foram, em um primeiro momento, considerados desaparecidos supostamente teriam mais de uma identidade, o que causou confusão. Como as transferências para outras unidades prisionais do Estado foram feitas em caráter emergencial, não houve como checar os nomes na listagem no momento em que os presos embarcaram nos ônibus, explica a secretaria. Agora, cada nome está sendo verificado para que se chegue a uma conclusão definitiva.

Sobre o interno ainda desaparecido, a secretaria trabalha com as possibilidades de que ele tenha fugido, esteja escondido ou morto. Ele também poderia estar entre os cinco mortos na rebelião. Até agora, apenas três corpos foram identificados pelo Instituto Médico Legal.


Apenas nove agentes penitenciários trabalhavam em Cascavel no início de rebelião

A varredura na penitenciária prossegue e a expectativa é de que os trabalhos terminem no início da próxima semana. A Seju estima que a penitenciária seja recuperada em médio prazo. Durante o motim, as partes mais danificadas foram as que abrigavam canteiros de trabalho.


Risco de desabamento

Segundo a Seju, foi descartada na manhã desta quinta-feira (28), a hipótese de haver corpos nos escombros de uma área onde funcionava uma fábrica dentro da penitenciária. No local, chamado de canteiro interno de trabalho, luvas e outros equipamentos de proteção eram produzidos. Como o material era inflamável, a área ficou destruída e os engenheiros chegaram a considerar o risco de desabamento.

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