Caso Bernardo: suspeita presa escreve carta e diz que irmão é inocente
Evandro Wirganovicz foi a quarta pessoa detida suspeita de envolvimento no crime
Cidades|Márcia Francês, do R7

A assistente social Edelvânia Wirganoviz escreveu uma carta de dentro da prisão garantindo que o irmão não está envolvido na morte de Bernardo Boldrini, de 11 anos. Evandro Wirganovicz foi a quarta pessoa presa pela polícia desde que o corpo da criança foi localizado no dia 14 de abril. Ele foi detido no sábado (10), em Frederico Westphalen. Além de Evandro e de Edelvânia, também estão presos o pai do menino, o médico Leandro Boldrini, e a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini.
O documento foi entregue ao advogado de Edelvânia e do irmão, Demetryus Eugenio Grapiglia.
— Ela exclui qualquer participação dele.
O defensor disse ainda que, entre este domingo (11) e a próxima segunda-feira (12), vai pedir a revogação da prisão temporária de Evandro à Justiça de Três Passos.
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O juiz Fernando Vieira dos Santos, da Comarca de Três Passos, aceitou o pedido da Polícia Civil e decretou a prisão temporária de Evandro Wirganovicz pelo prazo de 30 dias. Segundo o magistrado, há indícios de participação dele na ocultação do cadáver do menino. As informações são da Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça.
Segundo o juiz, como o terreno em que foi ocultado o corpo do menino é de difícil escavação e exige força física, a presença de um homem na cena do crime é algo verossímil. Além disso, prova testemunhal aponta indícios de que Evandro tenha estado, um ou dois dias antes do crime, nos arredores do local onde o corpo foi encontrado, o que pode indicar a premeditação do fato.
Madrasta teria feito armadilha para Bernardo
A madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, está detida na Penitenciária Feminina de Guaíba, onde a assistente social Edelvânia Wirganovicz, amiga dela, também cumpre prisão. Já o pai do garoto, Leandro Boldrini, está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.















