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Em 3 anos, áreas urbanas no país cresceram 12,3%; veja lista das cidades com maior densidade

Porção nova dessa malha tem tamanho do Distrito Federal, enquanto total se aproxima à dimensão da Paraíba, segundo dados do IBGE

Cidades|Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Entre 2019 e 2022, a área urbana no Brasil cresceu 12,27%, equivalente a 5.954,99 km², quase o tamanho do Distrito Federal.
  • O levantamento do IBGE aponta que a urbanização no Brasil está concentrada em municípios costeiros, que ocupam 5,02% do território mas representam 19,5% da área urbanizada.
  • Metade da área urbanizada do país está concentrada em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.
  • São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro são as cidades com maiores superfícies urbanizadas, enquanto São Caetano do Sul (SP) tem 100% de seu território urbanizado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Informações fazem parte do levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil, divulgado nesta terça-feira Diogo Moreira/Governo de São Paulo – Arquivo

A área urbana no Brasil cresceu 12,27% no período de 2019 a 2022. Nesse intervalo, o país ganhou 5.954,99 quilômetros quadrados (km²) de malha urbanizada, isto é, uma área praticamente do tamanho do Distrito Federal (5.760 km²).

Os dados de 2022 são os mais recentes disponíveis e revelam que o país tinha 53.925 quilômetros quadrados de área urbanizada, o que representa apenas 0,6% de todo o território brasileiro. É como se toda a área urbanizada do país ocupasse o tamanho da Paraíba (56,5 km²).


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Os dados fazem parte do levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil, divulgado nesta terça-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O instituto chegou às informações com base em interpretação de imagens de satélite. Por questões de metodologia, a única comparação possível é com os dados de 2019.


Analista da pesquisa, Andressa Rosas de Menezes ressalta que o estudo não apresenta números da população nas áreas mapeadas nem de crescimento vertical desses pontos.

Áreas densas e vazios

Veja como o IBGE detalha a extensão urbana do país:


  • Áreas urbanizadas (identificadas pela presença de moradias, comércio e indústrias): 48,8 mil km²
  • Outros equipamentos urbanos (estruturas não residenciais, como aeroportos, portos, cemitérios, estação de tratamento de água e usinas fotovoltaicas): 1,6 mil km²
  • Vazios intraurbanos (áreas não edificadas dentro do tecido urbano, como parques e lagoas): 503 km²
  • Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas sem edificações suficientes para serem consideradas urbanizadas, representando vetores de expansão): 2,9 mil km²

Outra classificação feita pelo instituto é relacionada à densidade das áreas urbanizadas:

  • Densa (forte concentração de edificações e pouca arborização ou espaços vazios): 70,66% do total
  • Pouco densa (construções mais espaçadas, comuns em periferias ou vetores de expansão): 23,88%
  • Loteamentos vazios (áreas com arruamento definido, mas ainda sem construções significativas): 5,46%

A analista da pesquisa aponta que os objetivos do estudo envolvem mapear e medir essas formas, bem como a distribuição delas por todo o território nacional, de forma a acompanhar a evolução do fenômeno urbano.


“Isso possibilita retratar e projetar a distribuição da urbanização, fornecendo dados essenciais para o planejamento, a implementação de políticas públicas e a análise de questões como mobilidade, habitação e sustentabilidade”, destaca Andressa Rosas de Menezes.

Concentração da urbanização

O levantamento identificou a concentração da ocupação urbana em municípios costeiros. Essas cidades ocupam 5,02% do território do país, mas representam 19,5% de toda a área urbanizada.

No outro extremo, a Amazônia Legal — que abrange os estados de Rondônia, do Acre, do Amazonas, de Roraima, do Pará, do Amapá, de Tocantins, de Mato Grosso e a maior parte do Maranhão — ocupa 59,11% da área do país, mas apenas 14,27% da extensão urbanizada.

“Podemos notar uma forte concentração da urbanização no litoral brasileiro”, assinala Andressa. Ela completa a análise com destaque para o fato de que, na faixa de fronteira e no interior do país, a ocupação é “mais rarefeita”, pois a tendência é de que ela acompanhe os principais eixos rodoviários do país.

O IBGE revelou, ainda, que metade da área urbanizada (50,35%) está em cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

Apesar de não constar na lista das maiores áreas, o Distrito Federal figura como unidade da Federação com maior proporção de área urbanizada: 11,5% do território.

Para a analista, isso acontece por causa da “extensão diminuta do território e pelo planejamento coordenado para a urbanização e integração do interior brasileiro”. Na outra ponta, o Amazonas tem apenas 0,05% da superfície urbanizada.

Ranking de cidades

Ao classificar as cidades pelo tamanho de área urbana, a pesquisa mostra que, das 10 maiores extensões, só a última, Campinas, no interior paulista, não é capital.

Cidades com maiores superfícies urbanizadasÁrea
1. São Paulo922,41 km²
2. Brasília662,54 km²
3. Rio de Janeiro644,36 km²
4. Curitiba 338,41 km²
5. Goiânia312,71 km²
6. Manaus287,18 km²
7. Belo Horizonte279,09 km²
8. Fortaleza254,91 km²
9. Campo Grande254,29 km²
10. Campinas (SP)253,56 km²

O instituto calculou também quais cidades têm maior proporção de área urbanizada. Em todo o país, 20 municípios contam com mais de 60% do território ocupado pela urbanização — 11 deles no estado de São Paulo.

Cidades com maiores proporções de superfícies urbanizadasÁrea urbanizada
1. São Caetano do Sul (SP)100%
2. São João de Meriti (RJ)99,99%
3. Olinda (PE)96,36%
4. Carapicuíba (SP)94,29%
5. Osasco (SP)93,38%
6. Taboão da Serra (SP)91,44%
7. Diadema (SP)89,63%
8. Belo Horizonte84,23%
9. Jandira (SP)82,61%
10. Poá (SP)82,51%
11. Fortaleza81,61%
12. Belford Roxo (RJ)79,66%
13. Curitiba77,81%
14. Mauá (SP)69,99%
15. Barueri (SP)66,30%
16. Recife66,02%
17. Hortolândia (SP)62,44%
18. Ferraz de Vasconcelos (SP)61,28%
19. São Paulo60,64%
20. Natal60,34%

Ainda segundo Andressa Rosas de Menezes, as áreas urbanizadas do Brasil apresentam dinâmicas heterogêneas que demandam “respostas integradas por meio do monitoramento geoespacial, além de indicadores socioambientais, no sentido de orientar políticas públicas de ordenamento territorial”.

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