Emenda a PEC proposta por Ciro Nogueira foi elaborada por assessores do Master, diz PF
Relatório da corporação detalha que senador teria reproduzido texto sugerido ‘integralmente’; aprovação ‘sextuplicaria’ ganhos do banco
Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Investigações da PF (Polícia Federal) na nova fase da Operação Compliance Zero, cumprida nesta quinta-feira (7), detalham que o senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de busca e apreensão, teria usado o mandato para beneficiar o Banco Master.
A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, que autorizou a operação, detalha que o senador apresentou a Emenda nº 11 à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 65/2023. A matéria, que ainda tramita em comissões do Congresso Nacional, sugere mudanças no nível de autonomia do BC (Banco Central).
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Porém, o texto que propõe a modificação teria sido elaborado pela assessoria do Master e reproduzido “integralmente” na emenda parlamentar. A alteração permitiria “sextuplicar” o negócio da instituição financeira e provocaria uma “hecatombe no sistema financeiro”, segundo interlocutores do banco.
Pontos principais da PEC nº 65/2023:
- O Banco Central passaria a ter autonomia orçamentária e a gerir os próprios ativos financeiros;
- Deixar de ser uma autarquia especial de direito público e se tornar uma entidade de direito privado;
- Ser organizado como empresa pública com poder de polícia, inclusive para regulação, supervisão e resolução.
Quinta fase da operação
Nesta manhã, a PF cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema financeiro do Banco Master, liquidado em novembro de 2025. Entre os alvos dessas medidas está o senador Ciro Nogueira.
As ações ocorreram no Piauí, em São Paulo, em Minas Gerais e no Distrito Federal. Além das buscas, houve cumprimento de mandado de prisão temporária contra o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro. Ele ainda teve R$ 18,85 milhões em bens bloqueados.
A defesa de Ciro Nogueira informou que repudia “qualquer ilação de ilicitude” sobre as condutas do parlamentar e ressaltou que o senador “não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados”.
“Medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas cortes superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completaram os advogados.
O R7 tenta contato com a defesa dos demais investigados. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
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