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‘Hecatombe no mercado’: Ciro Nogueira tentou aumentar limite do FGC para R$ 1 mi

Segundo relatório da PF, o parlamentar teria apresentado ao Senado texto de emenda constitucional escrito por assessoria do Master

Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ciro Nogueira é investigado por tentativas de aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para R$ 1 milhão, favorecendo o Banco Master.
  • A proposta de emenda à PEC 65/2023 foi supostamente escrita pela assessoria do banco e enviada pelo parlamentar ao Senado.
  • Apurações da Polícia Federal apontam que a medida poderia causar uma "hecatombe" no mercado financeiro.
  • Além de mandados de busca e apreensão, foi descoberta a relação financeira entre o senador e o antigo dono do Banco Master, com pagamentos mensais de R$ 300 mil.

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Ciro Nogueira foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (7) Reprodução/ Agência Senado - Arquivo

Em decisão que culminou em cumprimento de mandado de busca e apreensão contra o Ciro Nogueira (PP-PI), nesta quinta-feira (7), o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), detalhou que investigações da Polícia Federal apontam que o parlamentar teria tentado aumentar o limite do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para R$ 1 milhão, visando favorecer o Banco Master.

Segundo o texto, a Emenda nº 11 à PEC 65/2023, que propunha a extensão do fundo — apresentada pelo parlamentar ao Senado —, teria sido elaborado pela assessoria do banco e reproduzida integralmente pelo parlamentar. A proposta ainda tramita nas comissões do Congresso.


A PF descreve, em relatório enviado a Mendonça, que interlocutores do banco afirmaram que a medida “sextuplicaria” o negócio do Master e provocaria “hecatombe” no mercado.

Apurações da corporação indicaram, ainda, que esse não teria sido um episódio isolado. Em novembro de 2023, Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, teria ordenado a retirada de envelopes que conteriam minutas de projetos de lei da residência do senador.


Os textos teriam sido levados para uma “revisão” do banqueiro e, em seguida, entregues, já processados, a servidor vinculado ao parlamentar. Ainda segundo o relatório, Vorcaro teria instruído ao servidor “para que o motorista não consiga vincular o transporte do documento ao parlamentar” e para que “o envelope utilizado não faça referência ao Banco Master”.

A representação policial também aponta que o senador estaria recebendo benefícios do antigo dono do banco, inclusive o pagamento mensal de R$ 300 mil.


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Senador é alvo de busca e apreensão

Nesta manhã, a PF cumpriu dez mandados de busca e apreensão em mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema financeiro envolvendo o liquidado Banco Master. Entre os alvos está o senador Ciro Nogueira.

As ações ocorreram no Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Além das buscas, também foi cumprida a prisão temporária, em Minas, do primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, e uma decisão judicial para o bloqueio de bens, direitos e valores dos investigados, no valor de R$ 18,85 milhões.


A defesa do Senador Ciro Nogueira enviou nota à imprensa em que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.

“Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”, diz a nota.

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