Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Empresas de saneamento cogitam suspender fluoretação da água com alta no preço do flúor

Cenário pede por ‘construção de uma cadeia logística de importação, que praticamente não existia no país’, afirma especialista

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O estreito de Ormuz está fechado há quatro meses devido à guerra no Oriente Médio, elevando os preços do petróleo e impactando diversos setores.
  • O aumento de 300% no custo do flúor, um subproduto da fabricação de fertilizantes no Irã, ameaça a inclusão obrigatória do composto na água no Brasil.
  • Empresas brasileiras de saneamento buscam novos fornecedores internacionais, mas enfrentam desafios logísticos para importar flúor.
  • A suspensão temporária da inclusão do flúor na água é considerada, mas a água continua potável e segura para consumo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Há quatro meses o estreito de Ormuz continua fechado por conta da guerra no Oriente Médio. O aumento consequente no preço do petróleo e o efeito cascata resultante nos diversos produtos que envolvem o recurso na produção levaram a uma disparada no valor de insumos e materiais usados nos setores de infraestrutura, rodovias e saneamento, chegando a até mesmo afetar a qualidade da água que abastece as casas.

Companhias de água brasileiras agora pensam em cortar o flúor da composição da água por conta do aumento de 300% no custo do produto. O composto é um subproduto da fabricação de fertilizantes fosfatados — um dos principais recursos produzidos no Irã — e ajuda na prevenção de cáries. A escalada de preços praticamente inviabilizou a produção nacional e as reservas nacionais diminuem cada vez mais.


“As empresas estão em busca de novos fornecedores internacionais, mas já foram alertadas pelos distribuidores de que, para isso, vai precisar de um tempo para a construção de uma cadeia logística de importação, que praticamente não existia no país”, analisou a diretora técnica e econômica da Abcon (Associação Brasileira das Empresas de Saneamento), Carol Marques, ao Hora News desta segunda-feira (6).

A inclusão do flúor é obrigatória por lei, mas, segundo a diretora, o objetivo é tentar suspender a medida por 90 dias: “Até que a gente consiga normalizar o fornecimento para as empresas de saneamento”. Ainda assim, Carol lembra que a ausência do produto não faz com que a água deixe de ser potável. “Todo o tratamento da água que permite que ela seja consumida pela população continua ocorrendo [...] com muita responsabilidade”.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.