Irã volta a fechar o estreito de Ormuz por violação de cessar-fogo no Líbano
EUA, porém, disse que ‘não há evidências’ de que o regime dos aiatolás tenha interrompido passagem de embarcações
Internacional|Do R7, com Reuters
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O Irã anunciou, neste sábado (20), o fechamento do estreito de Ormuz por conta dos ataques de Israel ao sul do Líbano mais cedo. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, porém, afirmou que “não há evidências” da interrupção do tráfego de navios na região pelo regime dos aiatolás.
O comando militar iraniano, representado pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), declarou em um comunicado que o motivo é a violação, por parte dos Estados Unidos, dos compromissos para colocar um fim na guerra, uma vez que os israelenses são aliados americanos.
“Diante da clara violação, por parte dos Estados Unidos, de seus compromissos e da falha em implementar a primeira disposição do memorando de entendimento que pôs fim à guerra; em resposta às violações contínuas e persistentes do cessar-fogo pelo regime sionista no sul do Líbano, bem como ao massacre implacável e ao deslocamento de centenas de milhares de pessoas oprimidas daquela terra; e considerando também a não retirada das forças de ocupação sionistas do território do sul do Líbano, anuncia-se que o Estreito de Ormuz será fechado ao tráfego de embarcações”, diz o texto.
À emissora americana Fox News, JD Vance afirmou que “vai levar um tempo até limpar as minas marítimas da região” e destacou que “conseguimos retirar 16 milhões de barris do estreito de Ormuz em apenas 24 horas”.
“Isso é basicamente o mesmo nível atingido antes do começo da guerra. Isso sugere que o estreito realmente está aberto”, completou.
Mais cedo, horas após um acerto de cessar-fogo entre Líbano e Israel, o grupo Hezbollah e forças de Israel voltaram a trocar agressões no sul do país. Ao menos cinco pessoas morreram na região da cidade de Nabatieh.
A interrupção dos combates no Líbano é uma condição para o início de 60 dias de negociações entre os EUA e o Irã, visando resolver disputas sobre o programa nuclear iraniano e outras questões complexas, necessárias para firmar um acordo mais duradouro — algo fundamental para a reabertura do estreito de Ormuz e a estabilização do abastecimento global de petróleo.
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