Escola e casas de PMs são atacadas em 13º dia de atentados em SC
Segundo último balanço da PM, Estado registrou 99 ataques em 34 cidades; 69 foram detidos
Cidades|Do R7, com Estadão Conteúdo
Uma escola, duas casas de policiais militares, além de veículos, foram atacados entre a noite e a madrugada em Santa Catarina. Segundo o último balanço divulgado às 9h desta quarta-feira (8) pela PM (Polícia Militar), desde o dia 26 de setembro, quando começaram os ataques, foram registrados 99 atentados em 34 cidades catarinenses. No mesmo período, o Estado promoveu 17 ações preventivas — com apreensão de armas e materiais — e prendeu 69 suspeitos, entre eles, 17 adolescentes. Até agora, 41 ônibus foram incendiados.

O colégio Jardim do Lago, na rua Paulo Pasquali, no bairro Jardim do Lago, em Chapecó, foi atacado por volta das 3h30 da madrugada. Dois homens encapuzados e armados renderam o vigia que foi trancado em uma sala de aula. Em seguida, eles colocaram fogo em outra sala de aula. Os suspeitos fugiram e a vítima não ficou ferida.
Dois homens em uma moto atiraram na casa de um policial militar no bairro Monte Alegre, em Camboriú, por volta das 21h de terça-feira (7). Ninguém ficou ferido. Cerca de meia hora depois, outra residência de PM também foi alvo de disparos em Tubarão. Também não há registro de vítimas nesse caso. Homens em motos também incendiaram um caminhão e um carro em Blumenau e Laguna.
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Estratégias
Na terça-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, reuniram-se em Brasília para traçar estratégias de inteligência para o combate a atos de violência registrados nos últimos dias no Estado. Os dois não quiseram dar detalhes sobre as ações que serão adotadas, mas Cardozo destacou as medidas tomadas nos últimos dias, incluindo a remoção de 20 presos para penitenciárias federais de segurança máxima.
Além disso, foi montada uma estratégia para fechamento do Estado pelos meios terrestre, aéreo e marítimo. Com o objetivo de evitar a entrada e saída de drogas, armas e dinheiro, foram mobilizados integrantes das forças federais e estaduais. Tanto Cardozo quanto Colombo consideram que os resultados são excelentes e os ataques estão "arrefecendo".
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