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Ex-governador de MT é investigado por suposto desvio de R$ 308 mi em verbas públicas

Operação da PF mira esquema com empresa de telefonia; Justiça determina o bloqueio de quase R$ 316 milhões em bens

Cidades|Giovana Cardoso, do R7, e Natália Martins, da RECORD, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal realizou uma operação para investigar o desvio de R$ 308 milhões em recursos públicos no Mato Grosso.
  • O ex-governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, está entre os investigados.
  • Os suspeitos são acusados de crimes como peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada.
  • A Justiça determinou o bloqueio de R$ 316 milhões em bens e outras medidas cautelares, incluindo a proibição de saída do país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nesta quinta, a Polícia Federal cumpriu mandados em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e no Ceará Divulgação/ Agência Brasil

A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (6) uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de desviar recursos públicos superiores a R$ 308 milhões a partir de um acordo feito entre o estado de Mato Grosso e uma empresa privada de telefonia. Segundo informações obtidas pela RECORD, entre os investigados está o ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes.

O R7 entrou em contato com o ex-governador, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.


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Os investigados são suspeitos de cometer crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada.

O acordo entre o governo do MT e a empresa envolvia a restituição de valores decorrentes de disputa tributária e, de acordo com a PF, o desvio dos recursos foi feito a partir de uma “estrutura financeira composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas”. O objetivo do método é esconder a origem, a movimentação e a destinação dos recursos.


Em nota, Mauro Mendes afirmou que a operação da Polícia Federal desta quinta-feira (6) trata de um acordo firmado pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso com a empresa para encerrar uma disputa judicial sobre impostos. Segundo ele, o acordo reduziu de cerca de R$ 580 milhões para R$ 308 milhões o valor que teria de ser devolvido pelo estado e foi analisado e aprovado por órgãos de controle e pela Justiça.

Bloqueio de bens

Na ação, a Justiça determinou o bloqueio de quase R$ 316 milhões em bens e outras medidas cautelares, como a quebra de sigilos bancário e fiscal, proibição de saída do país com o recolhimento de passaportes e proibição de contato entre investigados.


No total, 25 mandados expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) foram cumpridos nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

‘Motivação política’

O ex-governador negou qualquer irregularidade e afirmou que os fundos que receberam os recursos não têm relação com ele ou com familiares. Ele também disse que já passou por uma investigação anterior, em 2014, quando era prefeito de Cuiabá, e que o caso foi arquivado posteriormente.


Mendes afirmou ainda que a operação tem motivação política por ocorrer a cerca de 60 dias das eleições e acusou adversários de tentarem prejudicar sua candidatura. “Defendo que investiguem à vontade. Não fiz nada de errado ou ilegal e tenho certeza de que a Procuradoria-Geral do Estado também não”, declarou.

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