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Família resgatada de escombros em Aracaju deve receber alta nesta quarta-feira

O filho mais novo do casal, um bebê de 11 meses, não resistiu aos ferimentos

Cidades|Do R7

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A família ficou mais de 30 horas sob os escombros da construção
A família ficou mais de 30 horas sob os escombros da construção

A família que foi resgatada do desabamento de um prédio em Aracaju, no sábado (19), deve receber alta do HUS (Hospital de Urgência de Sergipe) nesta quarta-feira (23). Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o casal está na enfermaria e a criança segue na área de pediatria. De acordo com o médico Johnson Lucas Marques, que acompanha o caso, os três estão estáveis e conscientes. O HUS chegou a informar que a família deixaria o hospital nesta terça-feira (22), mas na manhã de hoje a assessoria da unidade de saúde declarou que a alta só deve ocorrer na quarta-feira. 

O servente de pedreiro Josevaldo da Silva, de 24 anos, Vanice de Jesus, de 31, Ane Gabriele, de oito, e um bebê de 11 meses foram resgatados após ficarem mais de 30 horas sob os escombros de um prédio em construção que desabou. O bebê foi resgatado em estado gravíssimo e sofreu uma parada cardiorrespiratória ainda no local. Durante os primeiros atendimentos realizados pelo Samu (Serviço e Atendimento Móvel de Urgência) e durante o trajeto até o hospital, os médicos tentaram reanimá-lo, mas a criança não resistiu e morreu ainda na ambulância.


A Polícia Civil e o Crea-SE (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe) abriram processos para investigar o desabamento. Em nota, o Crea afirmou “que a equipe de fiscalização do CREA – SE visitou a obra em 2012 e 2013, ocasiões em que foi constatada a regularidade da documentação exigida”. No entanto, “será constituída uma comissão técnica composta por conselheiros e profissionais convidados, além de representantes do IBAPE (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia) e da Abenc (Associação Brasileira de Engenheiros Civis). Estimamos que em 60 dias será finalizado o relatório técnico de análise sobre o exercício profissional do responsável técnico, com a indicação das providências necessárias”.

A Emurb (Empresa Municipal de Obras e Urbanização) informou que a documentação para autorização da obra estava regular e que a partir do momento em que a construção foi iniciada, "não é mais de competência da prefeitura fiscalizar a obra, o isso seria de competência do engenheiro e do proprietário".

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