Indígenas são resgatados após embarcação naufragar em rio no Amazonas
Segundo o Comando Militar, ao todo, 56 pessoa foram resgatadas e algumas apresentavam sinais de hipotermia
Cidades|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

Um grupo de indígenas precisou ser resgatado após a embarcação em que estavam naufragar no Rio Javari, na região de Atalaia do Norte, no Amazonas. Segundo o Comando Militar, ao todo, 56 pessoas foram resgatadas no último dia 12 e algumas apresentavam sinais de hipotermia, além de febre e tosse.
A embarcação, que vinha do Alto Javari, levava o grupo para uma reunião de lideranças indígenas promovida pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari. Após o resgate, as vítimas foram atendidas por uma equipe de saúde, que prestou os cuidados necessários. Além do suporte médico, os resgatados receberam alimentação, roupas de cama e foram alojados em uma unidade militar.
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Entre as vítimas, estavam 24 crianças, 15 mulheres e 17 homens. “Os indígenas que estavam em estado mais severo de crise de pânico e hipotermia, devido às condições de chuva e mau tempo, além de dois bebês com febre e tosse, receberam atendimento emergencial na Seção de Saúde do 1º PEF”, informou o Comando Militar.
De acordo com os militares, a ação deu início após o Cacique Elias Mayoruna, da Aldeia Manyua, solicitar apoio da corporação. “A ação reforça o compromisso do Exército Brasileiro para com a segurança e o bem-estar dos povos originários na Região Amazônica”, diz a nota.
Territórios indígenas têm, em média, um médico para cada 1.183 habitantes
Os DSEIs (Distritos Sanitários Indígenas) do Brasil têm, em média, um médico para cada 1.183 habitantes, segundo dados exclusivos levantados pelo R7 via Lei de Acesso à Informação. Ao todo, são mais de 806 mil indígenas no país, divididos em 6.900 aldeias e 559 terras indígenas. Até 13 de setembro, ao menos 681 médicos atuavam em territórios indígenas.
Os números mostram a dificuldade de provimento de profissionais em comparação com o cenário nacional, que tem um médico para 342 pessoas em média, conforme a última atualização do Conselho Federal de Medicina (leia mais aqui).














