Cidades Mães da Favela quer conectar à internet 2 milhões de pessoas

Mães da Favela quer conectar à internet 2 milhões de pessoas

Segundo organizadores, programa é o maior de conectividade já feito no Brasil. Meta é levar o serviço para as comunidades até julho de 2021

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Projeto Mães da Favela quer conectar à internet 2 milhões de pessoas

Projeto Mães da Favela quer conectar à internet 2 milhões de pessoas

Reprodução / Agência Brasil

Depois de ser lançado na quinta-feira (24) na favela de Heliópolis, em São Paulo, o projeto Mães da Favela ON será inaugurado nesta sexta-feira (25) na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, numa ação conjunta da Cufa (Central Única das Favelas), Comunidade Door e Alô Social.

Segundo os organizadores, o programa é o maior projeto de conectividade em favelas já feito no Brasil e pretende levar internet gratuita para dois milhões de pessoas até julho de 2021.

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Trata-se de uma continuidade da iniciativa Mães da Favela, lançada em abril, após o início da pandemia de covid-19 no país. No Mães de Favela, é feita a distribuição de cestas básicas, físicas e digitais, nas mais de cinco mil favelas brasileiras onde a Cufa tem atuação. A seleção das mães é feita pelas lideranças regionais da instituição, de acordo com a priorização por necessidade.

Depois do Rio, o programa se expandirá por todo o Brasil. Segundo a organização, para que a plataforma seja aproveitada como uma ferramenta de retomada econômica e educacional, o projeto terá como foco o acesso aos conteúdos voltados à educação e ao empreendedorismo.

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A ação vai disponibilizar conexão aberta à internet em diversos pontos de 150 complexos de favelas nos 26 estados e no Distrito Federal, além da distribuição de chips da empresa Alô Social, em parceria com a TIM, para as 500 mil mães previamente cadastradas.

Dificuldades corriqueiras

De acordo com o fundador da Cufa, Celso Athayde, a iniciativa nasceu a partir do relato de mães atendidas que, além das dificuldades corriqueiras e as impostas pela crise da covid-19, veem seus filhos sem a opção de se adequarem ao ensino remoto imposto pelo isolamento social por não terem os equipamentos necessários ou internet disponível para as aulas.

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“É claro que eu penso muito na educação das crianças, mas quem conhece esta realidade de perto sabe que, muitas vezes, enquanto a mãe do asfalto está preocupada com o reinício das aulas, as mães da favela estão tentando salvar a vida dos filhos naquele dia. Manter as famílias conectadas é uma necessidade de sobrevivência", disse Athayde, em nota.

A instalação dos pontos de wifi livre ficará a cargo da Comunidade Door. A coordenação da curadoria e chancela do projeto fica por conta da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que apoia o Mães da Favela desde a sua criação com patrocínio do Instituto Unibanco.

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