Mais de 40% das brasileiras dizem deixar de sair à noite por medo, aponta pesquisa
Estudo analisou percepção de segurança da população e revelou que mulheres temem mais do que homens todos os crimes considerados
Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Um levantamento do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) mostrou que, no último ano, 40,9% das mulheres deixaram de sair à noite por medo da violência.
A pesquisa também revelou que, entre as entrevistadas, 48,6% têm medo de ser vítima de agressão física pelo companheiro, e 56,8% temem andar pela vizinhança após o anoitecer.
“As mulheres não apenas temem mais: elas temem de forma mais abrangente e menos segmentada. No universo masculino, a hierarquia do medo é mais seletiva e mais concentrada em crimes patrimoniais e eventos violentos de rua”, afirma o estudo.
Entre os principais medos listados por elas no levantamento sobre segurança pública estão:
- Ser roubada à mão armada (86,6%)
- Ser vítima de um golpe e perder dinheiro pela internet ou pelo celular (86,6%)
- Ser morta durante um assalto (86,2%)
- Ter o celular furtado ou roubado (83,3%)
- Ser vítima de agressão sexual (82,6%)
- Ter a residência invadida ou arrombada (82,6%)
“No universo feminino, a agenda do medo articula simultaneamente violência patrimonial, letal, sexual, no espaço doméstico e limitação da mobilidade cotidiana”, acrescenta o documento do FBSP.
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As mulheres também temem mais do que os homens serem vítimas de todos os tipos de crimes considerados no estudo. No entanto, alguns deles têm diferenças maiores no grau de medo, a depender do sexo da pessoa entrevistada.
Entre aqueles com maior distância estão:
- Agressão sexual — 34 pontos percentuais;
- Andar pela vizinhança depois de anoitecer — 19,1 pontos percentuais;
- Ter a residência invadida ou arrombada — 13,3 pontos percentuais;
- Sofrer agressão por parceiro íntimo ou ex — 13,2 pontos percentuais
- Sofrer agressão física por causa de escolha política ou partidária — 12,4 pontos percentuais
“Esses são, justamente, itens que remetem menos ao patrimônio isolado e mais à vulnerabilidade do corpo, da circulação e da proteção no espaço privado e público. Isso reforça a hipótese de que a clivagem de gênero não é apenas quantitativa, mas qualitativa: o medo feminino é mais fortemente estruturado pela percepção de vulnerabilidade incorporada ao cotidiano”, ressalta o estudo.
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