Nove em cada dez brasileiros têm medo de sofrer algum crime ou violência
Golpe via internet ou celular, roubo à mão armada e morte durante assalto lideram o ranking dos maiores temores da população
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Nove em cada dez (96,2%) brasileiros com 16 anos ou mais — o equivalente a 68,7 milhões de pessoas — têm medo de ser vítimas de ao menos um crime relacionado a golpes, fraudes, roubos ou furtos no país. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e foram divulgados nesta segunda-feira (11).
Golpe pela internet ou celular, roubo à mão armada, morte durante um assalto e furto ou roubo de celular lideram o ranking dos maiores temores da população.
Veja a lista abaixo:

Os tópicos foram apresentados em uma lista com 13 situações de crime e violência. Em 11 delas, mais de 50% dos brasileiros afirmaram sentir medo dos cenários descritos.
Nas capitais, 55,9% dos entrevistados afirmam que existe atuação do crime organizado no bairro; nos demais municípios da região metropolitana, esse percentual é de 46,0%; enquanto no interior o índice cai para 34,1%.
Os cenários com menores percentuais de temor foram “ser vítima de agressão física pelo seu marido ou companheiro” (42,2%) e “andar pela sua vizinhança depois de anoitecer” (47,6%).
Apesar das taxas elevadas, houve redução em comparação à pesquisa de 2022 em categorias específicas, como o medo de ser vítima de golpes e perder dinheiro via internet ou celular, de ter o celular furtado ou roubado, de ser assassinado e de sofrer agressão física por motivação política ou partidária.
Dados das Nações Unidas, divulgados pelo Fórum, apontam que cerca de um terço de todos os homicídios registrados no planeta ocorre nas Américas. A violência letal é altamente concentrada em alguns países, entre os quais o Brasil se destaca negativamente.
Alcance da pesquisa
O estudo teve abrangência nacional, cobrindo 137 municípios de diferentes portes, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior em todas as regiões do Brasil. Ao todo, foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
A pesquisa, que abrange o contexto das eleições de 2026, ressalta que a redução da violência letal e a proteção da vida devem voltar ao centro do debate público.
“Isso significa recolocar homicídios, feminicídios e mortes decorrentes de intervenções policiais como prioridade política, com foco territorial, metas claras e capacidade investigativa, especialmente nos contextos em que a ameaça à vida se tornou uma experiência cotidiana“, diz o texto.
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