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MC Ryan e MC Poze do Rodo presos: entenda esquema bilionário de lavagem de dinheiro investigado pela PF

Investigações descrevem a existência de uma organização criminosa altamente estruturada

Cidades|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • MC Ryan e MC Poze do Rodo foram presos durante a Operação Narcofluxo da PF, investigados por lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional.
  • A operação é um desdobramento de investigações anteriores que apontam para uma organização criminosa estruturada em esquemas de lavagem em larga escala.
  • A estutura criminosa, liderada por MC Ryan, utilizava empresas de entretenimento para misturar receitas lícitas e ilícitas, e movimentou mais de R$ 260 bilhões.
  • Os envolvimentos incluem intermediários financeiros, empresas de fachada e práticas de lavagem conhecidas como “smurfing”, além de conexões internacionais e possíveis empresas estrangeiras.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Poze foi preso no Rio de Janeiro, e Ryan, em Bertioga, no litoral de São Paulo Jornal de Brasília

Os funkeiros MC Ryan e MC Poze do Rodo foram presos, na manhã desta quarta-feira (15), durante a Operação Narcofluxo, da PF (Polícia Federal), por suspeita de lavagem de dinheiro para o tráfico internacional.

A ação é um desdobramento de apurações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de dinheiro.


As investigações descrevem a existência de uma organização criminosa altamente estruturada, voltada à lavagem de dinheiro em larga escala, com base principalmente na exploração de apostas ilegais e rifas digitais, além de possíveis conexões com o tráfico internacional de cocaína.

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As apurações, derivadas das operações Narco Vela e Narco Bet — na qual o influenciador Buzeira foi preso —, apontam que o grupo movimentou valores bilionários — com estimativas superiores a R$ 260 bilhões — por meio de um sistema paralelo que envolvia dinheiro em espécie, transferências bancárias e criptoativos, especialmente uma criptomoeda conhecida como Tether.


No centro da estrutura, segundo as investigações, está Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan, identificado como líder e principal beneficiário econômico.

Segundo as investigações, ele usava empresas ligadas ao setor artístico e de entretenimento para mesclar receitas lícitas com recursos de origem criminosa, adotando mecanismos de blindagem patrimonial, como o uso de “laranjas”, transferência de bens a terceiros e aquisição de ativos de alto valor.


Ao seu lado, atuavam operadores-chave como Tiago de Oliveira, responsável pela gestão financeira e redistribuição de recursos, e Rodrigo de Paula Morgado, apontado como contador e articulador das movimentações financeiras e estratégias de ocultação patrimonial.

A engrenagem incluía ainda intermediários financeiros, operadores de pagamento, gestores de empresas de fachada e pessoas responsáveis pela pulverização de valores em contas diversas, prática típica de lavagem conhecida como “smurfing”.


Parte relevante da estrutura também envolvia agentes ligados à comunicação e marketing digital, responsáveis por promover plataformas ilegais e proteger a imagem dos envolvidos.

Há, ainda, indícios de conexões internacionais, com envio de recursos ao exterior e participação de empresas estrangeiras no processamento de pagamentos.

A defesa de Poze disse desconhecer os autos ou teor do mandado de prisão. Em nota, os advogados informaram que, “com acesso aos mesmos, se manifestarão na Justiça para restabelecer a liberdade dele e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”. O R7 tenta contato com a defesa do MC Ryan.

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