MC Ryan e MC Poze do Rodo presos: entenda esquema bilionário de lavagem de dinheiro investigado pela PF
Investigações descrevem a existência de uma organização criminosa altamente estruturada
Cidades|Do R7
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Os funkeiros MC Ryan e MC Poze do Rodo foram presos, na manhã desta quarta-feira (15), durante a Operação Narcofluxo, da PF (Polícia Federal), por suspeita de lavagem de dinheiro para o tráfico internacional.
A ação é um desdobramento de apurações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de dinheiro.
As investigações descrevem a existência de uma organização criminosa altamente estruturada, voltada à lavagem de dinheiro em larga escala, com base principalmente na exploração de apostas ilegais e rifas digitais, além de possíveis conexões com o tráfico internacional de cocaína.
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As apurações, derivadas das operações Narco Vela e Narco Bet — na qual o influenciador Buzeira foi preso —, apontam que o grupo movimentou valores bilionários — com estimativas superiores a R$ 260 bilhões — por meio de um sistema paralelo que envolvia dinheiro em espécie, transferências bancárias e criptoativos, especialmente uma criptomoeda conhecida como Tether.
No centro da estrutura, segundo as investigações, está Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan, identificado como líder e principal beneficiário econômico.
Segundo as investigações, ele usava empresas ligadas ao setor artístico e de entretenimento para mesclar receitas lícitas com recursos de origem criminosa, adotando mecanismos de blindagem patrimonial, como o uso de “laranjas”, transferência de bens a terceiros e aquisição de ativos de alto valor.
Ao seu lado, atuavam operadores-chave como Tiago de Oliveira, responsável pela gestão financeira e redistribuição de recursos, e Rodrigo de Paula Morgado, apontado como contador e articulador das movimentações financeiras e estratégias de ocultação patrimonial.
Mc Poze e Mc Ryan presos
A Polícia Federal apreendeu carros de luxo, armas, dinheiro em espécie, bolsas e relógios durante a Operação Narcofluxo, que prendeu MC Poze e MC Ryan, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (15)
Montagem/Polícia Federal – 15.04.2026
A engrenagem incluía ainda intermediários financeiros, operadores de pagamento, gestores de empresas de fachada e pessoas responsáveis pela pulverização de valores em contas diversas, prática típica de lavagem conhecida como “smurfing”.
Parte relevante da estrutura também envolvia agentes ligados à comunicação e marketing digital, responsáveis por promover plataformas ilegais e proteger a imagem dos envolvidos.
Há, ainda, indícios de conexões internacionais, com envio de recursos ao exterior e participação de empresas estrangeiras no processamento de pagamentos.
A defesa de Poze disse desconhecer os autos ou teor do mandado de prisão. Em nota, os advogados informaram que, “com acesso aos mesmos, se manifestarão na Justiça para restabelecer a liberdade dele e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”. O R7 tenta contato com a defesa do MC Ryan.
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