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Caso Henry Borel: 9º dia do júri terá interrogatório dos réus Monique e Jairinho

Liminar obtida na Justiça garante que o ex-vereador seja ouvido antes da mãe da criança

Rio de Janeiro|Do R7

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henry borel monique jairinho Revista Oeste

O júri do caso Henry Borel chega ao 9º dia nesta terça-feira (2). O mais longo julgamento da história do Rio de Janeiro entra em uma fase decisiva com o interrogatório dos réus Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, mais conhecido como Jairinho.


Uma liminar obtida pela defesa de Jairo na Justiça estabeleceu que o ex-vereador seja ouvido após a mãe da criança. Os advogados alegaram que ele precisa ter o conhecimento exato das acusações para ser garantida a plena defesa.

Após essa etapa, acusação e defesa iniciam a fase de debates. Por fim, os jurados decidem se irão condenar ou absolver o casal. Os dois respondem pelo crime de homicídio qualificado.


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O menino Henry morreu aos 4 anos de idade Reprodução

O menino morreu no dia 8 de março de 2021, em decorrência de laceração hepática e hemorragia interna. Ele foi levado desacordado ao hospital por Monique e Jairo. Para a médica responsável pelo atendimento, a vítima já chegou sem vida à unidade de saúde.

Mais de 20 testemunhas prestaram depoimentos nos últimos dias. Peritos que acompanharam o caso declararam que as 23 lesões encontradas no corpo da criança eram incompatíveis com um acidente doméstico — versão inicial apresentada pelo casal.


Os ferimentos foram considerados muito graves para terem sido provocados por uma queda ou algum objeto que pudesse ter caído sobre o menino.

O delegado da Polícia Civil Henrique Damasceno, responsável pela apuração da morte de Henry, citou ainda que o casal acusado do crime tentou montar uma farsa ensaiada durante as investigações da polícia.


Para o investigador, Henry foi vítima de ao menos dois episódios de violências praticadas pelo então padrasto antes de morrer. Já a mãe teria se omitido do dever de proteger o filho.

No julgamento, uma das falas mais relevantes foi a da babá do menino. Perante a juíza Elizabeth Machado Louro, Thayná Oliveira se retratou das versões contraditórias apresentada no passado e relatou os episódios que a levaram a desconfiar das agressões de Jairo contra Henry.

Em nenhum desses momentos, a mãe estava presente. Porém, a babá confirmou ter enviado mensagens em que detalhava as suspeitas, além de ter conversado pessoalmente com Monique após a chegada dela em casa.

Após a morte de Henry, Thayná disse ter sido levada por um assessor de Jairo ao encontro de advogados e da mãe do menino. No escritório, ela recebeu a instrução de falar para imprensa e à polícia que o casal vivia em harmonia. A babá contou ainda que a mãe do menino pediu para ela apagar as conversas das duas no celular.

Durante o júri, ex-namoradas de Jairo relataram um histórico de agressões cometidas por ele. A filha de uma delas contou ter sofrido violências do ex-padrasto na infância.

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