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Namorado de Picolina apontado como suspeito da morte presta depoimento

Polícia disse que ele será apenas ouvido porque ainda não existem provas

Cidades|Sylvia Albuquerque, Do R7

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Corpo de humorista tinha pelo menos marcas de três facadas; laudo ainda vai apontar a causa da morte
Corpo de humorista tinha pelo menos marcas de três facadas; laudo ainda vai apontar a causa da morte

O homem com quem o humorista Picolina se relacionava e que foi apontado por testemunhas como suspeito do crime prestará depoimento à polícia nesta segunda-feira (27). O escrivão José Wilkens informou que ainda não existem provas contra ele, por isso o homem será apenas ouvido. O irmão dele também comparecerá à sede do DHPP (Delegacia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa) em Fortaleza (CE).

O namorado foi indicado pelos familiares e outras testemunhas. Algumas versões apontam que ele estava com ciúme de Picolina. A casa do humorista estaria sempre cheia de amigos e o namorado teria desconfiado que ele estivesse se envolvendo com um deles. Ele ainda teria levado um valor de cerca de R$ 1.000 que Picolina ganhou de cachê.


Familiares disseram em depoimento acreditar em crime passional. Outra versão aponta que Picolina não teria aceitado o fim do relacionamento imposto pelo namorado. Ele teria se irritado com a constante procura.

A polícia informou que vai concluir os depoimentos e aguardar os laudos realizados pela perícia para definir se realmente o namorado será considerado suspeito.


Relembre

O corpo de Francisco Igor foi encontrado no dia 15 deste mês em avançado estado de decomposição. Segundo o perito, o cadáver tinha marcas de pelo menos três facadas e uma rede enrolada no pescoço. No entanto, um laudo ainda deve apontar a verdadeira causa da morte. Vizinhos chamaram a polícia depois de sentirem um forte cheiro saindo no local.


O corpo foi sepultado no fim da tarde de quinta-feira (16) na cidade de Aracaru, região metropolitana da capital. O pai de Picolina, José Albino Furtado, disse que o filho estava morando em uma região muito perigosa, mas descartou qualquer tipo de envolvimento com droga.

— Ele colocava todo tipo de gente em casa. Confiava em todo mundo e achava que ninguém fazia mal para ele. Nessas, ele pode ter encontrado a morte.

O caso está sendo investigado pelo DHPP (Delegacia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa).

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