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Alerta: crimes digitais contra menores migram das madrugadas para as tardes durante as férias

Segundo a delegada Lisandrea Salvariego, os infratores também são adolescentes, o que representa um desafio ainda maior para a polícia e os pais

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Crimes digitais contra menores ocorrem mais à tarde durante as férias escolares, segundo a Polícia Civil de São Paulo.
  • Infratores costumam ser adolescentes que falam a mesma linguagem das vítimas, dificultando o controle parental.
  • Especialista destaca a importância do controle parental e do "olhar atento" dos adultos, além do uso de ferramentas gratuitas.
  • Grupos criminosos usam estratégias de afeto e a denúncia é vista como uma inovação essencial para combater esses crimes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo os dados do Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil de São Paulo, os crimes digitais contra crianças e adolescentes costumam migrar da madrugada para o período da tarde durante as férias escolares.

A delegada Lisandrea Salvariego, responsável pelo núcleo, explicou, durante o programa News 19 Horas, que os infratores também são adolescentes e falam a mesma linguagem das vítimas, o que dificulta o controle dos responsáveis. A especialista enfatiza ainda que o isolamento social repentino, associado à busca excessiva ou fuga das telas, é o primeiro sinal de que a criança ou o jovem pode estar sendo alvo de criminosos.


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“Existem ferramentas boas, gratuitas e disponíveis para os pais, mas eu digo sempre que nada supre o controle e o olhar atento do adulto. Muitos não têm o letramento digital para lidar com isso, mas eles têm o amor. Eu acho que isso supre qualquer controle parental”, argumentou.

A especialista ainda mencionou na entrevista que os grupos criminosos sempre têm como horizonte uma estratégia de afeto, seja por amizades ou relacionamentos. E que, por meio disso, as vítimas passam a buscar se encaixar e se moldar diante dos meios em que os infratores estão, como os grupos de discursos de ódio.


“Eu acho que a melhor inovação que a gente tem é a denúncia. Os pais e educadores não precisam ter conhecimentos penais ou processuais, mas façam essas denúncias de tal forma que esse fato se incorpore ao Estado, para que a gente possa investigar”, ressaltou.

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