Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Obra que desabou em Aracaju era tocada sem engenheiro e tinha um andar a mais do que o previsto

A Polícia Civil e o Crea-SE abriram processos para investigar o acidente

Cidades|Do R7

  • Google News
Família ficou soterrada em Aracaju por mais de 30 horas
Família ficou soterrada em Aracaju por mais de 30 horas

A obra do prédio que desabou no sábado (19), em Aracaju, soterrando uma família de quatro pessoas e matando o bebê de 11 meses do casal, era tocada sem o acompanhamento de um engenheiro e havia um andar a mais — quatro, em vez de três — do que a estrutura suportava. As informações são de representantes do Crea-SE (Conselho Regional de Engenharia de Sergipe), que estiveram nesta segunda-feira (21), com o Corpo de Bombeiros, no local onde o prédio desabou.

O presidente do Crea-SE, Jorge Silveira, montou uma equipe de profissionais que continuará a investigação sobre as causas do desabamento. Além de apurar se os projetos estavam compatíveis com o que era executado, o grupo vai avaliar se prédios próximos foram afetados pelo desabamento.


Neste domingo (20), a SSP-SE (Secretaria de Segurança Pública de Sergipe) designou o delegado Valter Simas para investigar quem são os responsáveis pela queda do edifício, no bairro de Coroa do Meio, zona sul da capital.

Dilma parabeniza bombeiros por resgate em Aracaju


Polícia Civil e Crea abrem investigações para apurar desabamento em Aracaju

O delegado fez uma vistoria no local, em companhia de um perito criminal, e se reuniu com o Crea. Simas disse que vai interrogar o dono do imóvel — que até agora não teve o nome divulgado —, o engenheiro responsável pela obra e as três vítimas.


Nas ATRs (Anotações de Responsabilidade Técnica) da obra, constam como responsáveis o engenheiro Antônio Carlos Barbosa de Almeida e o arquiteto Herval de Oliveira Santa Rosa. O secretário adjunto da Segurança Pública, João Batista Oliveira Júnior, afirmou que há indícios de negligência na execução da obra e suspeita de uso incorreto de material para erguer o edifício.

Visita


Quatro pessoas ficaram soterradas com o desabamento, e o resgate das vítimas durou cerca de 35 horas. O bebê Ítalo Miguel, de 11 meses, não resistiu e morreu. No domingo, o ajudante de pedreiro Josevaldo da Silva, de 24 anos, a sua mulher, Vanice de Jesus, de 31, e a filha do casal, Ana Gabrielli, de 8, receberam a visita de um grupo de bombeiros no hospital onde estão internados. A garota ganhou presentes dos militares.

Silva, bastante emocionado, disse que dormia no prédio havia quatro meses e tinha o consentimento do dono do imóvel. No sábado (19), ele notou que o reboco da parede estava caindo. Com relação às horas que passou soterrado com a família, ele disse que chegou a delirar, porque faltava oxigênio.

— Eu ficava imaginando muitas saídas e tentava sair sozinho, mas era impossível. Agradeço a equipe maravilhosa que nos salvou. Infelizmente, o bebê não conseguiu ser salvo. 

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.