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Pais devem monitorar redes sociais de filhos, defendem 9 em cada 10 brasileiros

Levantamento revela preocupação com “adultização” de crianças, responsabilização das plataformas e riscos de abandono escolar

Cidades|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Maioria da população brasileira (70%) se opõe à participação de crianças em redes sociais.
  • 91% defendem que pais devem monitorar redes sociais de filhos para evitar riscos.
  • 94% desaprovam que menores abandonem os estudos para se tornarem influenciadores.
  • 78% acreditam que plataformas digitais devem ser responsabilizadas pelo conteúdo envolvendo menores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasil teve 67 mil casos de abuso infantil em 2024; adultização preocupa Notícias ao Minuto

A presença de crianças e adolescentes nas redes sociais é vista com desconfiança pela maior parte da população brasileira. É o que aponta a pesquisa “Menores de Idade e as Redes Sociais”, realizada entre 13 e 15 de agosto de 2025, com 1.500 entrevistados em todo o país, pela Real Time Big Data.

Segundo o levantamento, 70% se opõem à participação de menores em vídeos e publicações online, contra 27% favoráveis e 3% que não souberam ou não responderam. A preocupação central está ligada ao impacto emocional e psicológico: 76% acreditam que a exposição compromete o desenvolvimento de crianças e adolescentes.


Você é a favor ou contra a participação de menores de idade em vídeos e publicações nas redes sociais Reprodução/Real Time Big Data

Outro ponto de consenso é a necessidade de acompanhamento familiar: 91% defendem que as redes sociais de menores devem ser monitoradas pelos pais. Para os participantes, a supervisão funciona como barreira contra riscos de exploração e violência digital.

As redes sociais de menores de idade devem ser monitoradas pelos pais Reprodução/Real Time Big Data

“Adultização” e denúncias recentes

O estudo também investigou a repercussão da denúncia feita pelo influenciador Felca sobre a chamada “adultização” de menores na internet.


Entre os que tinham conhecimento do caso, 71% concordam com a denúncia e 93% afirmam que a adultização pode causar traumas.

A pesquisa ainda mostra divisão sobre o papel do também influenciador Hytalo Santos: 55% acreditam que ele cometeu crime ao divulgar imagens de crianças, enquanto 45% discordam.


Abandono dos estudos

Um dado quase unânime refere-se ao risco de carreiras precoces de influenciadores: 94% dos entrevistados rejeitam a ideia de filhos menores abandonarem os estudos para seguir esse caminho. Apenas 3% aceitariam essa possibilidade.

Você aceitaria que seu filho - menor de idade - largasse os estudos para ser um influenciador? Reprodução/Real Time Big Data

Conteúdos familiares e famosos

O uso da imagem de filhos em conteúdos monetizados também encontra resistência: 68% desaprovam pais que lucram com a exposição de crianças nas redes, contra 21% que apoiam.


Entre celebridades, a divisão é mais equilibrada: 48% não concordam com a divulgação de imagens de filhos menores por famosos, enquanto 46% aprovam.

Riscos e responsabilização das plataformas

A percepção de risco é elevada em situações comuns de exposição: 69% consideram que vídeos de dança de crianças podem atrair criminosos.

No geral, 78% defendem a responsabilização das plataformas digitais pelo conteúdo envolvendo menores publicado em seus sistemas.

Debate em expansão

Os resultados ampliam a pressão sobre legisladores, o Judiciário e o Executivo, em meio às discussões sobre regulação das redes sociais no Brasil. O levantamento mostra que, para grande parte da sociedade, proteger menores deve ser prioridade, com regras claras, monitoramento parental e responsabilidade das empresas de tecnologia.

Em meio à repercussão, parlamentares da oposição ameaçaram obstruir a votação do projeto que trata da chamada “adultização” de crianças e adolescentes, caso a proposta avance com dispositivos que possam configurar censura.

Especialistas ouvidos pelo R7 explicam que o limite entre regulação e censura está claramente definido na Constituição. Enquanto a regulamentação estabelece regras proporcionais e objetivas para impedir ações ilegais, a censura impede previamente e de forma genérica a manifestação de ideias.

O especialista em Direito Digital, Inteligência Artificial e Cibersegurança, Alexander Coelho, considera que regulamentar as redes sociais é um desafio, mas necessário, “porque a internet não é mais terra sem lei”.

Conexão com o cenário internacional

Curiosamente, a pesquisa também abordou a taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, tema econômico que tem mobilizado debates recentes.

Para 47% dos entrevistados, o principal temor é o aumento do desemprego. Outros 17% citam o custo de vida e 8% o isolamento internacional do Brasil. Já 28% afirmaram não ter preocupação sobre o assunto.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Qual é a percepção da população brasileira sobre a presença de crianças e adolescentes nas redes sociais?

 

A maioria da população brasileira vê com desconfiança a presença de crianças e adolescentes nas redes sociais. Uma pesquisa realizada pela Real Time Big Data revelou que 70% dos entrevistados se opõem à participação de menores em vídeos e publicações online.

 

Quais são as principais preocupações relacionadas à exposição de menores nas redes sociais?

 

A principal preocupação está relacionada ao impacto emocional e psicológico, com 76% dos entrevistados acreditando que a exposição pode comprometer o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

 

Qual é a opinião da população sobre o monitoramento das redes sociais por parte dos pais?

 

Uma grande maioria, 91%, defende que as redes sociais de menores devem ser monitoradas pelos pais, considerando essa supervisão uma barreira contra riscos de exploração e violência digital.

 

O que a pesquisa revelou sobre a denúncia de adultização de menores na internet?

 

Sobre a denúncia feita pelo influenciador Felca, 71% dos entrevistados que conheciam o caso concordam com a denúncia, e 93% afirmam que a adultização pode causar traumas.

 

Como a população vê o papel do influenciador Hytalo Santos em relação à divulgação de imagens de crianças?

 

A pesquisa mostrou divisão de opiniões: 55% acreditam que Hytalo Santos cometeu crime ao divulgar imagens de crianças, enquanto 45% discordam dessa afirmação.

 

Qual é a opinião da população sobre carreiras precoces de influenciadores?

 

Um dado quase unânime indica que 94% dos entrevistados rejeitam a ideia de que filhos menores abandonem os estudos para seguir carreiras como influenciadores, com apenas 3% aceitando essa possibilidade.

 

Como a população se posiciona sobre o uso da imagem de filhos em conteúdos monetizados?

 

68% desaprovam pais que lucram com a exposição de crianças nas redes sociais, enquanto 21% apoiam essa prática. Entre celebridades, a divisão é mais equilibrada, com 48% desaprovando e 46% aprovando a divulgação de imagens de filhos menores.

 

Qual é a percepção de risco em relação à exposição de crianças em vídeos?

 

69% dos entrevistados consideram que vídeos de dança de crianças podem atrair criminosos, e 78% defendem a responsabilização das plataformas digitais pelo conteúdo envolvendo menores publicado em seus sistemas.

 

Quais são as preocupações da população em relação à taxação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos?

 

47% dos entrevistados temem o aumento do desemprego como principal consequência, enquanto 17% mencionam o custo de vida e 8% o isolamento internacional do Brasil. 28% afirmaram não ter preocupações sobre o assunto.

 

Qual é a pressão sobre os legisladores em relação à regulamentação das redes sociais?

 

Os resultados da pesquisa aumentam a pressão sobre legisladores, Judiciário e Executivo para que a proteção de menores nas redes sociais seja uma prioridade, com regras claras e monitoramento parental.

 

O que especialistas dizem sobre a regulamentação das redes sociais?

 

Especialistas afirmam que o limite entre regulamentação e censura está definido na Constituição. Alexander Coelho, especialista em Direito Digital, considera que regulamentar as redes sociais é um desafio necessário, pois a internet não pode ser uma "terra sem lei".

 

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