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Papa aceita renúncia de bispo paraibano acusado de acobertar padres pedófilos

Desde o ano passado, Pagotto perdeu poder de ordenar padres durante a investigação

Cidades|Do R7

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Papa mencionou "causa grave" em documento sobre afastamento
Papa mencionou "causa grave" em documento sobre afastamento

O papa Francisco aceitou a renúncia do bispo brasileiro Aldo di Cillo Pagotto, de 66 anos, acusado de fazer vista grossa a supostos padres pedófilos de sua diocese, informou o Vaticano nesta quarta-feira (6). No documento em que acolhe a abdicação, o papa cita uma determinação da lei eclesiástica da Igreja Católica segundo a qual os bispos têm obrigação de se demitir se estiverem doentes ou se houver uma "causa grave".

Em circunstâncias normais, o paraibano teria continuado na função até completar 75 anos.


No ano passado, a igreja tirou de Pagotto o poder de ordenar padres, enquanto as acusações contra ele eram investigadas. Ele é suspeito de permitir que homens se inscrevessem nos seminários de sua diocese para se tornarem padres, mesmo tendo sido rejeitados em outros locais do País por serem suspeitos de pedofilia.

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Em uma carta publicada no site da diocese, Pagotto disse: "Acolhi padres e seminaristas com a intenção de lhes oferecer novas oportunidades na vida. Mais tarde alguns se tornaram suspeitos de terem cometido faltas graves... cometi erros por confiar demais, com misericórdia ingênua."


No mês passado, o papa emitiu um novo decreto dizendo que bispos que forem descobertos sendo negligentes ao lidar com casos de abuso sexual podem ser investigados e afastados do ofício se não pedirem para renunciar.

O decreto exige que o Vaticano inicie uma investigação se forem encontrados "indícios sérios" de negligência. O bispo tem chance de se defender. Em última instância, o Vaticano pode emitir um decreto para afastá-lo ou pedir que renuncie dentro de 15 dias.


O porta-voz do Vaticano disse que o caso de Pagatto foi tratado segundo os procedimentos pré-existentes.

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